Para o delegado Enio Matos, da Delegacia de Homicídios de Florianópolis, a forma como ocorreu a chacina que resultou na morte de quatros pessoas da mesma família e um funcionário em um apart-hotel de Canasvieiras é inédito na Capital.

"É muito cedo para afirmar qualquer coisa. Mas um crime nesses padrões, eu ainda não tinha visto em Florianópolis", destacou o delegado.

A Polícia Militar foi acionada após uma refém ser liberada, no início da noite. É que a família morta era proprietária do hotel que fica na rua Doutor José Bahia Bitencourt, em Canasvieiras. Ao chegar no local, a polícia encontrou os corpos espalhados pelos cômodos do estabelecimento. As vítimas estavam amarradas e com sinais de asfixia. Não havia marcas de sangue no chão e nem de perfurações nos corpos.

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Mensagens assinadas por uma facção nas paredes do estabelecimento fizeram a PM suspeitar de que o crime pode ter alguma relação com acerto de contas. A família era natural de São Paulo, mas vivia há dez anos em Florianópolis.

No entanto, o delegado que vai conduzir a investigação prefere não fazer afirmações sobre a motivação antes de ter a investigação mais encaminhada. Ele não descarta nenhuma possibilidade, mas também acredita que as inscrições podem ser um álibi para despistar a verdadeira autoria do crime. As vítimas não tinham passagens policiais em Florianópolis.

As vítimas foram identificadas como sendo Paulo Gaspar Lemos, 78 anos; Leandro Gaspar Lemos, 44; Paulo Gaspar Lemos Junior, 51; Katya Gaspar Lemos, 50; e Ricardo Lora, 39 anos.

Segundo relatos da única testemunha do crime, que é uma funcionária do estabelecimento, os crimes foram cometidos por três homens armados. Ela também chegou a ser amarrada e trancada em um porão, mas foi libertada pelos criminosos.

Conforme o tenente-coronel Marcelo Pontes, ao chegar no local, a PM encontrou um corpo na lavanderia que fica no subsolo, outros dois em quartos no segundo andar do estabelecimento e dois no terceiro andar. Todos estavam amarrados e, em princípio, foram mortos por asfixia.

Os corpos já foram levados para o Instituto Médico Legal, onde serão examinados pela perícia.

 

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