Um professor que foi absolvido em um processo de estupro de um aluno deve voltar a dar aulas na rede estadual de ensino em Jaraguá do Sul. O caso ocorreu em 2017, quando o docente foi denunciado por abusar do menor fora do ambiente escolar. O processo está em segredo de Justiça.

De acordo com o coordenador regional de educação, Fernando Alflen, uma portaria da Secretaria de Educação, publicada na segunda-feira (12), autorizou a volta do profissional para as atividades nas escolas da região.

 

 

O docente estava afastado desde dezembro do ano passado, quando foi preso em flagrante com um menor de 14 anos em um veículo no bairro Três Rios do Sul. Ele foi detido preventivamente pelo crime de favorecimento da prostituição.

“Ele chegou a ir na escola para ver a questão dos horários. Mas ainda estávamos vendo algumas questões administrativas. Como ele foi absolvido, tem o direito de voltar para o trabalho”, comenta Alflen.

O professor chegou a responder a um processo administrativo na Coordenadoria Regional de Educação na época em que a denúncia foi feita. No processo, foi punido com o afastamento das funções por 30 dias.

“Todas as testemunhas que foram testemunhar no processo demonstraram que o fato não ocorreu, inclusive ex-alunos e a ex-esposa dele. Ele não pode ser julgado por causa da opção sexual dele”, comenta o advogado de defesa do professor, Diego Augusto Bayer.

Flagrado com menor

O caso em que o professor foi condenado a uma pena pecuniária, pagamento de multa, foi registrado na madrugada do dia 29 de novembro de 2018. Uma guarnição da Polícia Militar viu um carro parado em um local ermo. O fato gerou a suspeita dos policiais militares.

Ao tentar abordar o veículo, o motorista fugiu em alta velocidade pelas ruas do bairro e quase causou diversos acidentes. Após abordarem o automóvel, verificaram que o professor estava com um menor no veículo.

O adolescente disse aos policiais militares que ganharia dinheiro para ter relações sexuais com o professor. O rapaz afirmou, ainda, que outra pessoa agenciou o programa e, posteriormente, iria até ele para entregar parte da quantia. Uma mulher de 21 anos e um homem de 24 anos foram presos.

“Ele estava com um garoto de programa e que estava sendo agenciado pelo outro acusado. Foi uma relação consentida e nem chegou a ocorrer. A terceira pessoa era um agenciador e o meu cliente sequer tinha ciência disso”, comenta o advogado do docente.

 

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