Durante a entrevista coletiva concedida nesta manhã, a Polícia Civil de Santa Catarina divulgou informações sobre outros casos de ataques planejados pelo Brasil.

“Em razão das ações que realizamos no curso das investigações que apuraram este crime, nós tivemos não só a interlocução com agências de inteligência do Estado de Santa Catarina e de outros estados do Brasil, mas também com agências federais e internacionais”, disse o delegado-geral da PC catarinense, Paulo Koerich.

Segundo Koerich, a agência que colaborou faz parte da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil.

“Com isso nós pudemos, no curso das investigações, identificar outras pessoas que tinham ações no sentido vertente desta investigação. ´[...] Com estas identificações, nós repassamos para os respectivos estados da federação para que as devidas providências legais fossem tomadas, como de fato foram. Temos certeza de que foram evitados danos maiores a outras pessoas”, declarou o chefe da Polícia Civil catarinense.

Koerich também destacou que o governador Carlos Moisés já adotou medidas para garantir mais segurança nas 1064 unidades escolares sob gestão do governo estadual.

Segundo o delegado regional de Chapecó, Ricardo Casagrande, a partir da investigação dos crimes em Saudades, foram identificados suspeitos em quatro estados brasileiros.

Delegado regional de Chapecó, Ricardo Casagrande. Foto: Polícia Civil

“O que foi extraído nos permitiu identificar que outras pessoas tinham intenções semelhantes. Assim, outros estados puderam agir e possivelmente impedir resultados semelhantes ao que aconteceu em Saudades”, disse Casagrande.

Não foram repassados mais detalhes sobre estes outros casos porque, segundo a polícia, estão sob sigilo e permanecem sob investigação em seus respectivos estados.

O delegado garantiu que são apenas intenções semelhantes, mas que não possuem ligação entre si. “A gente deixa bem claro que as ações não tinham ligação entre si”, afirmou Casagrande.