Policiais militares treinam as abordagens continuamente no 14º BPM | Foto: Cláudio Costa/OCP News
Policiais militares treinam as abordagens continuamente no 14º BPM | Foto: Cláudio Costa/OCP News

Após uma abordagem em que dois policiais militares foram agredidos, um deles gravemente, em Jaraguá do Sul, o motorista Helio Juvencio Custodio Junior, de 35 anos, foi preso por tentativa de homicídio nesta segunda-feira (16).

Custodio se irritou ao saber que seria preso por embriaguez ao volante e que o carro seria guinchado por estar com o documento atrasado.

Mas, por que os policiais militares precisam abordar as pessoas? Como as pessoas devem se comportar durante o procedimento?

Para responder a essas perguntas, o OCP procurou o subcomandante do 14º Batalhão de Polícia Militar (14º BPM), major Aires Volnei Pilonetto.

 

 

As abordagens são necessárias porque os PMs enxergam atitudes suspeitas e precisam verificar o que está ocorrendo.

Em muitos casos, a suspeita se confirma quando as pessoas estão cometendo algo ilícito. Assim que o crime é detectado, os procedimentos legais, como a prisão, são colocados em prática.

O subcomandante do 14º BPM também destaca que, em outros casos, as pessoas abordadas são inocentes.

Após a revista pessoal, do veículo e dos antecedentes através dos documentos, as pessoas recebem uma explicação das razões da abordagem e depois são liberadas.

O procedimento é importante para a preservação da ordem pública na cidade. Pilonetto destaca que os policiais militares procuram estar atentos a tudo o que está acontecendo na cidade.

As pessoas são abordadas enquanto estão dirigindo veículos, andando na rua ou em estabelecimentos comerciais.

“Nós sabemos que toda abordagem gera um impacto nas pessoas, mas elas precisam perceber que esse impacto acaba sendo decorrente da necessidade de se fazer a abordagem, porque nós, infelizmente, estamos inseridos em um universo de situações, destaca.

A nossa cidade é a mais segura do Estado porque fazemos muitas abordagens”, completa.

Pilonetto afirma que as pessoas devem obedecer ao que é pedido pelos policiais militares durante o procedimento.

Os PMs sempre esperam que as ordens dadas sejam obedecidas, pois precisam verificar a situação a qual estão suspeitando.

Ele afirma que é necessário que o abordado não conteste o que está sendo pedido pelos agentes.

“Quando o cidadão não coopera, isso prejudica a segurança da abordagem e dificulta muito o trabalho da Polícia Militar. A dica principal é a cooperação. Se o cidadão estiver em um veículo e perceber a aproximação dos policiais, ele pode baixar o vidro e ligar a luz interna”, lembra o major.

Protocolo de abordagem

Policiais treinam abordagem
Major diz que população não tem porque temer as abordagens | Foto Cláudio Costa/OCP News

A Polícia Militar de Santa Catarina segue um protocolo de abordagens e isso vale para todos os policiais militares.

Os procedimentos são continuamente treinados pela tropa do 14º BPM. Todos os anos, há uma revitalização.

No geral, as abordagens são compostas pela aproximação dos policiais militares. Depois, os PMs e as pessoas abordadas precisam ficar em um ambiente seguro. Eventualmente, é feita a busca pessoal e no veículo.

O major afirma que todo o procedimento é baseado no protocolo e as pessoas não têm porque temer uma abordagem feita por policiais militares.

O protocolo é baseado em estudos e as técnicas vêm sendo aperfeiçoadas nos últimos anos, ou seja, são modificados quando há mudanças na sociedade.

“Os principais requisitos do protocolo são a segurança dos policiais militares e dos envolvidos na abordagem. Tudo é procedimento de segurança, tudo visa a segurança dos envolvidos. Iniciando pelos policiais, passando pelos abordados e pela comunidade no entorno”, comenta o subcomandante do 14º BPM.

Uso progressivo da força

O comandante-geral da Polícia Militar de Santa Catarina, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes Júnior, destaca que a ocorrência em que aconteceram as agressões aos dois policiais militares foi crítica.

Ele diz que as imagens captadas pelas câmeras individuais utilizadas pelos PMs mostram que a ação foi legítima.

“Esse tipo de ocorrência é muito perigosa, porque era para ser uma ocorrência banal e escalou para uma de alta conclusão letal. O desafio para os policiais foi decidir rapidamente que tipo de equipamento utilizar, até onde ir com o uso da força e como controlar uma situação perigosa para eles”, destaca Araújo Gomes.

O coronel afirma que o agressor “nasceu de novo duas vezes”, pois os policiais militares poderiam ter utilizado a força letal amparados pela lei.

Na primeira situação em que a arma de fogo poderia ser utilizada foi na agressão ao primeiro PM e depois quando vai para cima do segundo, que sacou a pistola .40 e rendeu o agressor.

 

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