A Polícia Civil encerrou nesta semana os inquéritos sobre a morte do taxista Allan Tietz, de 24 anos, morador de Jaraguá do Sul assassinado durante uma corrida de táxi para Curitiba em novembro do ano passado.

De acordo com o delegado titular da Divisão de Furtos e Roubos (DFR), Leandro Sales, além da investigação sobre o latrocínio - ato de matar para roubar - supostamente cometido pelos irmãos Patrick e Jonatan Machado Fuckner, de 19 e 21 anos, um outro inquérito foi aberto para apurar a ocultação do cadáver do motorista.

Tietz foi contratado em novembro de 2017 pelos irmãos Fuckner para fazer uma corrida até Curitiba, mas foi assassinado em algum ponto entre Joinville e Garuva.

O corpo foi jogado em uma estrada do interior de Garuva e só foi encontrado quase uma semana depois. O carro, um Renault Logan, foi levado pela dupla e abandonado na capital paranaense.

“O inquérito sobre a morte do taxista Allan já havia sido encerrado. Foi instaurado um novo procedimento no dia da prisão para apurar a ocultação de cadáver, que também já foi encerrado e está com o Ministério Público, que nos próximos dias deve oferecer uma denúncia por latrocínio e ocultação de cadáver”, informa Sales.

O titular da DRF destaca que a resolução do caso e o encontro do cadáver foram rápidos, mas a busca pelos principais suspeitos do assassinato do motorista de táxi levou nove meses.

“Isso é importante para dar uma resposta para a sociedade em razão da gravidade do crime e a forma como foi praticada a execução. Isso tornou a captura dos indivíduos uma questão de honra para os policiais e gratificante pela sensação de dever cumprido”, comenta.

Capturados em Curitiba

A prisão dos irmãos Fuckner aconteceu no dia 28 de agosto. Os policiais civis receberam a informação de que a dupla estava na Vila Parolim, em Curitiba. Durante a madrugada, os policiais começaram o monitoramento e conseguiram confirmar a dica dada por uma pessoa próxima aos dois.

Foto Cláudio Costa/OCP News

O trabalho feito pelos agentes foi possível apenas com a colaboração da Divisão de Furtos e Roubos da Polícia Civil do Paraná.

Porém, ao chegarem em Jaraguá do Sul, os irmãos Fuckner trataram a morte de Allan com desdém.

“Chama a atenção a frieza com que tratam do assunto. Estavam muito tranquilos. Em alguns momentos, mostravam um certo sorriso, aparentemente um certo deboche. Isso causa mais repulsa por causa da gravidade do fato e a forma como a vítima foi executada”, destacou Sales no dia da prisão dos suspeitos.

Patrick e Jonatan estão no Presídio Regional de Jaraguá do Sul e a denúncia contra Patrick e Jonatan deve ser feita nos próximos dias pelo Ministério Público de Santa Catarina.

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