O secretário da Casa Civil, Douglas Borba, garantiu que não teve participação na indicação da empresa Veigamed e nem pressionou a Secretaria da Saúde na operação de compra dos 200 respiradores por parte do governo do estado.

Os equipamentos foram pagos ao valor de R$ 33 milhões, antecipadamente, mas ainda não chegaram ao estado para a ajuda na recuperação dos infectados pelo coronavírus. "Não houve participação da Casa Civil neste processo", garantiu.

Borba foi acusado pela servidora Márcia Regina Geremias Pauli, em entrevista nesta quinta-feira (5) ao Grupo ND, de ter influenciado na operação e pressionando a compra argumentando pressa na aquisição dos equipamentos.

Márcia Regina era a Superintendente de Gestão Administrativa da Secretaria da Saúde e acabou exonerada após a divulgação do caso dos respiradores em matéria publicada pelo site The Intercpet Brasil.

Em entrevista coletiva, também nesta quinta-feira, Douglas Borba destacou que não indicou a Veigamed para ser a fornecedora dos respiradores, mas admitiu que em relação a outras compras chegou a repassar interessados em vender produtos ao governo.

“Como Secretário da Casa Civil todos têm meu telefone e eu recebo inúmeras sugestões e pedidos”, explica Borba. “Inclusive em outras operações – não nessa dos respiradores – passei no grupo que temos no whattsapp a seguinte mensagem: ‘estou repassando aqui, vocês filtram aí’. Justamente para não influenciar na operação”, destacou.

Douglas Borba estava acompanhado na coletiva do Secretário da Administração, Jorge Tasca; e do Procurador Geral do Estado, Alisson de Souza. Os três foram unânimes em elogiar a equipe de compras da Saúde e ressaltaram que só no ano passado foram realizadas mais de 800 operações sem que tivesse tido nenhum problema.

“Nunca foi preciso a participação de um órgão externo para fazer qualquer controle”, disse Tasca. “A Saúde, inclusive, é a única que tem uma Superintendência para fazer as compras”, reforçou Souza.

Douglas Borba diz esperar pelos resultados das investigações na Polícia Civil e no Ministério Público e garante estar confiante de que os responsáveis pela operação dos R$ 33 milhões sejam apontados.

 

 

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