A hiperidrose é considerada uma doença relativamente frequente (0,6 a 1% da população) que se caracteriza por suor excessivo, geralmente ocorrendo nas mãos (hiperidrose palmar), nos pés (hiperidrose plantar), nas axilas (hiperidrose axilar) e crânio e face, sem motivo aparente. O aumento do suor pode ser primário (hiperidrose primária, essencial ou emocional) ou secundário, que geralmente está associado a doenças adquiridas entre elas as endócrinas (diabetes, hipertireoidismo, feocromocitoma), a obesidade, entre outras.

O cirurgião torácico, Dr. Giovani Mezzalira, afirma que a hiperidrose não se trata de uma doença grave quanto a risco de vida, "trata-se de uma situação desconfortável, constrangedora e muitas vezes impeditiva de viver espontaneamente, interferindo no trabalho, nas relações sociais e nas atividades do dia a dia".

Suar é necessário!

O especialista explica que a regulação térmica do nosso corpo depende do mecanismo da transpiração. Entretanto, é possível notar que transpiramos mais em algumas circunstâncias, tais como: quando há elevação da temperatura ambiente, durante os exercícios físicos, diante a estímulos psíquicos (medo, grandes emoções, ansiedade, febre e ingestão de comidas condimentadas).

O responsável pelo suor é o conjunto ajuste entre o sistema nervoso central (centro sudo-motor) e o sistema nervoso simpático autônomo (aquele que funciona independente da nossa vontade). Segundo o Dr. Giovani, existem no nosso organismo duas glândulas responsáveis pela produção do suor: as écrinas - que estão distribuídas por toda a superfície do corpo, sendo predominantes na palma das mãos e planta dos pés -, e as glândulas apócrinas - localizadas nas axilas, ao redor dos mamilos e nas mulheres, no Monte de Vênus e grandes lábios.

O que fazer após ter o diagnóstico confirmado?

O tratamento é uma escolha importante para quem deseja uma melhora na qualidade da vida pessoal, social e profissional, pois para alguns pacientes, os sintomas dessa doença são fatores limitantes na relação com outras pessoas e também com o meio em que vive. Dependendo da intensidade dos sintomas, o tratamento pode ser clínico ou cirúrgico.

Como é o tratamento cirúrgico?

O método cirúrgico mais adequado e duradouro é a Simpaticotomia Torácica Videotoracoscópica Bilateral, afirma o cirurgião. É uma versão da técnica que faz a clipagem de parte da cadeia do sistema nervoso simpático.

"A Simpaticotomia Torácica é indicada para correção dos casos de hiperidrose palmar, axilar, crânio-facial e rubor facial. Ela pode apresentar bons resultados também na redução do suor dos pés, visto que a sudorese excessiva nas mãos, axilas e face acaba produzindo no paciente um círculo vicioso de suor-estresse-suor", enaltece Dr. Giovani.

Ele ainda ressalta que a cirurgia de correção da hiperidrose, para ter sucesso, deve ser feita por um cirurgião torácico qualificado para o procedimento. Portanto, na hora de escolher com quem se operar preste atenção na formação do médico e certifique-se da sua experiência e qualificação para este procedimento cirúrgico.

Sobre o especialista

O Dr. Giovani W. Mezzalira (CRM-SC 8611) atende na Clínica Toracopulmonar em Jaraguá do Sul. É formado em medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, onde também se especializou em cirurgia geral. É cirurgião torácico, especializado pelo Hospital Universitário Evangélico de Curitiba, mestre em cirurgia torácica pela PUC/PR, possui certificação em Cirurgia Robótica pelo Instituto Falk (PR) e pós-graduação em Cirurgia Robótica pelo Hospital Israelita Albert Einstein (SP).