Vício que já deveria ter sido erradicado, o tabagismo mata anualmente sete milhões de pessoas no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). Em Jaraguá do Sul, a prática ainda é comum, com alto índice de fumantes na região.

Mestre em Cirurgia Torácica, o médico Giovani W. Mezzalira lembra um dado importante: “Levantamento do OCP em 2016 apontou o câncer de pulmão como o maior causador de mortes por doenças malignas em nosso município.”

Além do fumo, que continua culturalmente forte, outro fator gerador de doenças agudas na região, segundo o especialista, é o segmento fabril. “Algumas indústrias usam produtos químicos e lançam micropartículas no ar, que são absorvidas pelos pulmões”, diz.

Foto Matheus Wittkowski

Para Mezzalira, estes dois aspectos deveriam conscientizar as pessoas para a importância da prevenção, com visitas regulares aos médicos. “Além do câncer de pulmão e seus diferentes estágios, existem outras doenças correlacionadas muito perigosas”, frisa.

Ele cita como enfermidades pulmonares os casos de pneumotórax espontâneo, derrame pleural, pneumonias de repetição, bronquiectasias, atelectasias e até mesmo a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) e o enfisema.

“Quanto às doenças torácicas mais comuns, existem as deformidades torácicas, a hiperidrose, o câncer de mediastino, as estenoses subglóticas, glóticas e traqueais”, ressalta, acrescentando que prevenção está ligada à investigação, por isso se faz importante a consulta.

Números alarmantes

Destes sete milhões que morrem anualmente, no mundo, cerca de 900 mil são não fumantes, mas inalam a fumaça, diz a OMS, acrescentando que 80% dos mais de um bilhão de fumantes em todo mundo vivem em países de baixa e média rendas.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 428 pessoas morrem por dia no Brasil por causa do tabagismo. Conforme dados do Inca, 12,6% de todas as mortes registradas no país são atribuíveis ao tabaco.

Para o Instituto, 156.216 mortes poderiam ser evitadas todos os anos caso o uso do tabaco fosse eliminado. Segundo o Inca, R$ 56,9 bilhões são perdidos a cada ano em função de despesas médicas e perda de produtividade.

Onde atende

O Dr. Giovani W. Mezzalira (CRM-SC 8611) atende na rua João Planincheck, 1990, sala 513, no Jaraguá Esquerdo. Para mais informações, a Clínica Toracopulmonar, acesse o site clinicatoracopulmonar.com.br. Acompanhe também pelas redes sociais: Facebook e Instagram.

Principais demandas do especialista:

  • Diagnóstico e tratamento por vídeo cirurgia de lesões mediastinais;
  • Rastreamento do câncer de pulmão;
  • Tratamento minimamente invasivo para o câncer de pulmão;
  • Hiperidrose (excesso de suor);
  • Investigação e tratamento de lesões toracopulmonares por endoscopia respiratória;
  • Tratamento endoscópico de estenoses glóticas, sub glóticas e traqueais por endoscopia ou com cirurgia;
  • Tratamento clínico e cirúrgico das fraturas de costelas;
  • Síndrome do desfiladeiro torácico;
  • Tratamento das deformidades torácicas congênitas ou adquiridas (Péctus Excavatum e Carinatum).