Com a chegada do outono e inverno, vem também a oportunidade para realizar certos procedimentos estéticos que requerem evitar exposição ao Sol após as seções. De acordo com a dermatologista, Dra. Glauce Gaziri, o laser de CO2 fracionado é um dos procedimentos procurados para aliviar as marcas na pele, cuja aplicação é propícia nessa época.

Segundo ela, no processo de envelhecimento ocorre a formação de rugas, manchas e flacidez, que dão ar de cansaço na expressão das pessoas, e um dos tratamentos de maior impacto para restaurar estes danos é o laser de CO2 fracionado.

Entenda como é feito o procedimento e quais são os resultados

Glauce explica que durante a aplicação o feixe de laser provoca microperfurações na epiderme e derme (que são as primeiras camadas da pele), deixando áreas íntegras que irão promover a cicatrização.

“Estes pequenos furinhos causam retração na pele dando o aspecto de uma pele mais esticada já nos primeiros dias, e o aquecimento criado pelo laser promove a formação de novas fibras de colágeno ao longo de três a seis meses após a aplicação melhorando as rugas finas e firmeza da pele.”

A dor costuma ser suportável e normalmente se aplica um anestésico tópico 30 minutos antes do início do procedimento, e nos pacientes mais sensíveis pode ser feito uma leve sedação.

A aplicação do laser CO2 não é um tratamento completo do envelhecimento, mas trata a qualidade da pele. A dermatologista pontua que os resultados são duradouros, porém, o número de sessões varia conforme cada caso. “Muitas vezes com uma aplicação já se tem o resultado desejado e em outras podem ser necessárias algumas sessões ou a associação de técnicas para o tratamento global do envelhecimento”, explica.

Glauce esclarece que essa tecnologia também é indicada para tratar cicatrizes de acne, cicatrizes cirúrgicas e estrias. Além disso, é um dos melhores tratamentos para flacidez e melhora do aspecto craquelado das pálpebras, já que pode ser aplicado em áreas localizadas.

Mas em todos os casos a avaliação médica é fundamental por ser um procedimento agressivo e técnico dependente. A potência e penetração do laser devem ser ajustadas conforme o objetivo do procedimento. Ela também reforça que as aplicações não devem ser feitas em gestantes, pessoas portadoras de certas doenças de pele como vitiligo, psoríase, lúpus e nem em quem tem tendência a queloide.

A recuperação é tranquila, mas requer alguns cuidados:

  • Formam-se microcrostas que não devem ser arrancadas ou coçadas, elas costumam se desprender naturalmente com uma leve descamação a partir do terceiro dia.
  • O inchaço e variável e mais intenso ao redor dos olhos.
  • A pele costuma ficar avermelhada por sete a 15 dias, em média, mas pode ser mais persistente em alguns casos.
  • A exposição solar após o procedimento deve ser evitada, por isso esse período de outono e inverno é perfeito para a aplicação.
  • O uso de compressas frias, cremes hidratantes e calmantes também são indicados;
  • O filtro solar, preferencialmente físico, é liberado geralmente no segundo ou terceiro dia.

“A exposição direta ao sol não é recomendada por no mínimo um mês. Sempre oriento ao paciente que quanto mais agressivo o tratamento melhor a expectativa de resultados, porém, maior o tempo de recuperação e que a pele pode ficar sensível ao sol por meses”, explica Glauce.

Trazendo o contexto para a situação atual com a obrigação do uso de máscaras e com a quarentena, a dermatologista reforça que esse é um período favorável para fazer um tratamento mais agressivo, já que esse tipo de procedimento muitas vezes é adiado em função da limitação que gera na exposição do rosto.

Preparo da pele é importante para eficiência do tratamento

Para que as aplicações do laser CO2 sejam eficientes é importante fazer o preparo da pele com alguns ácidos e clareadores, porque além de gerar um melhor resultado, também reduz o risco de efeitos colaterais.

A formação de manchas e Eritema (vermelhidão) persistente, é um exemplo de efeito colateral, por isso é importante fazer avaliação e entender os riscos, além de analisar a necessidade de prevenir doenças como a herpes se a aplicação for feita em toda a face.

Outros procedimentos aliados ao laser CO2 podem potencializar os resultados

De acordo com Glauce, para potencializar os resultados pode-se aplicar imediatamente após o laser algumas substâncias para terem efeito de Drug Delivery, que irão penetrar nos orifícios abertos pelo laser e agir profundamente.

Alguns produtos que potencializam o rejuvenescimento, como o New Melan, podem ser indicados para aquelas pessoas que aceitam um tratamento mais agressivo, já que esse tipo de produto promove bastante descamação.

Já para os que desejam uma recuperação mais rápida e leve, a dermartologista recomenda outros produtos como “o consagrado ácido ferúlico e a vitamina C” que ajudam na cicatrização e ainda promovem um maior viço e luminosidade.

 

Sobre a especialista

A Dra. Glauce Gaziri (CRM 12069 e RQE 12941) atende na Clínica da Face Gaziri e Carvalho, em Jaraguá do Sul. É especialista em dermatologia, e atua no diagnóstico de doenças da pele, cabelos e unhas. Também é profissional capacitada para procedimentos como toxina botulínica, preenchimentos e laser.