O Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame, é uma das doenças que mais mata no mundo, e a doença que mais incapacita, ou seja, que mais tira pessoas ativas do trabalho e que mais deixa pessoas com algum grau de dependência. De acordo com o neurologista que atende no Hospital São José (HSJ) Dr. Pedro Weiss, o AVC é causado basicamente por duas situações: no AVC isquêmico, ocorre uma obstrução do fluxo de sangue, normalmente causado por um quadro de entupimento, em que a região do cérebro deixa de receber sangue e, por isso, deixa de funcionar. A outra situação seria o AVC hemorrágico, que é quando ocorre uma ruptura, ou seja, uma artéria se rompe e ocorre um sangramento (uma hemorragia cerebral). Nesse caso o sangue também para de circular na região, interrompendo o funcionamento do cérebro.

“É importante ressaltar que mesmo que as causas sejam diferentes nessas duas situações, os sintomas são muito semelhantes, independente do tipo de AVC” explica o especialista.

O médico pontua que a forma como temos vivido influencia bastante no aumento significativo de casos de AVC. “Cada vez mais trabalho mais preocupação, estresse, a falta de tempo, a má alimentação, a piora do padrão de sono e as mudanças de rotina com o passar dos anos, tudo isso interfere e muito em quadros de AVC”.

As causas estão relacionadas aos fatores de risco que são uma soma de fatores como a pressão alta, o colesterol, os triglicerídeos, diabetes, sobrepeso, além do consumo de cigarro, bebida alcoólica, noites mal dormidas, falta de atividade física, estresse, má alimentação. “Todas essas questões dessa rotina cada vez mais corrida, cada vez mais estressante, que todas as pessoas têm, ou a maioria das pessoas, desencadeia a doença”, afirma Dr. Pedro.

Sintomas

Os sintomas podem ser muito variados, pois dependem de qual região do cérebro é afetada. Em casos de uma artéria maior entupida ou que se rompe e sangra, vai afetar uma região mais extensa do cérebro e o paciente terá mais sintomas. Se atingir uma artéria mais periférica, ou menor, o paciente terá menos sintomas. Ou seja, pode ser variável e, por isso, nem sempre pode ser uma situação simples.

De modo geral, os sintomas do AVC são de início súbito, acontece de uma hora para a outra e, normalmente, de algum um déficit neurológico focal, que é a perda de função normal de alguma parte do corpo. A pessoa pode de repente ficar com o braço fraco, ou perder o movimento de uma parte do corpo, ficar com a boca torta, perder a visão, perder a força ou a sensibilidade de um membro, de todo um lado do corpo, do rosto ou ainda, sofrer alteração na visão ou na parte da fala.

"É importante destacar que as pessoas normalmente se preocupam com dor de cabeça e o AVC não costuma gerar dor. Existem alguns casos do AVC hemorrágico em que a ruptura das artérias cerebrais pode gerar dor de cabeça intensa, mas isso ocorre em uma pequena porcentagem dos casos. Por isso, o paciente não precisa necessariamente esperar sentir dor para procurar auxílio médico", alerta o neurologista.

Tratamento

A principal forma de tratamento é procurar auxílio médico mesmo que sejam sintomas leves. O paciente deve ser levado ao Pronto Atendimento (PA) o mais rápido possível, onde vai receber assistência, fazer exames como tomografia, além de passar por avaliação de um neurologista. "Em alguns casos, é possível fazer uma medicação em quatro horas e meia do início dos sintomas, com o objetivo de dissolver o coágulo em casos de AVC isquêmico. No caso de AVC hemorrágico quando são sangramentos significativos o paciente pode passar por uma cirurgia em que é feita a drenagem do hematoma", pontua Dr. Pedro.

  • Na dúvida, em que a pessoa pense que está tendo um AVC, ou esteja ocorrendo com um vizinho, um familiar, um amigo, o paciente deve ser encaminhado ao HSJ, onde existe a unidade multidisciplinar de AVC.

Prevenção

Controle dos fatores de risco é a principal forma de prevenir casos de AVC. O médico frisa que toda situação que aumenta a chance ou o risco de um AVC, deve ser controlada para evitar um evento. “Controlar a pressão, controlar o peso, toda a parte de colesterol, triglicerídeos, enfim, procurar ter hábitos de vida saudáveis, vai auxiliar na prevenção do AVC", finaliza o doutor.

Onde encontrar

O Hospital São José (HSJ) fica na Rua Doutor Waldemiro Mazurechen, 80, no Centro de Jaraguá do Sul. Contato: (47) 3274-5000. Acesse o site da instituição (hsaojose.com) para ficar por dentro das novidades. Acompanhe também nas redes sociais: Facebook (@hospitalsaojosedejaraguadosul) e Instagram (@hospital_saojose).

O texto contou com a participação do especialista Dr. Pedro Weiss (CRM-SC 14166 | RQE: 10030) que atende no HSJ.