Muitos não se dão conta, mas o estresse da vida moderna, que exige cada vez mais das pessoas, pode resultar em problemas físicos e psíquicos. O alerta é do neurologista Vicente Caropreso, 63, que há 36 anos atende em Jaraguá do Sul. “Excesso de trabalho e baixa qualidade do sono, por exemplo, são fatores de risco”, diz.

O especialista afirma que doenças cardiovasculares ou nutricionais são muito comuns em indivíduos sob pressão. “O ideal é buscar qualidade de vida com exercícios, alimentação balanceada e sempre contar com acompanhamento médico”, frisa. Do contrário, disse, pode-se incorrer em insônia, cefaleias crônicas, hipertensão arterial, AVCs, ansiedade e depressão.

Foto divulgação

Para quem é diagnosticado com qualquer desses sintomas, o tratamento costuma ser de médio a longo prazo. Apenas uma parcela pequena de pacientes, geralmente os que apresentam situações agudas, é clinicada de maneira sintomática e rápida. “Cada caso é um, mas a avaliação deve ser feita exclusivamente por um médico”, ressalta.

Expectativa de vida

A situação do brasileiro é, atualmente, bem diferente do que há duas ou três décadas. Lá atrás se vivia, em média, 50 ou 60 anos. Hoje, a expectativa varia entre 70 e 80, dependendo se o indivíduo é um cidadão urbano ou do meio rural. “As pessoas estão mais conscientes. Há mais informações disponíveis a todos. Isso é bom”, diz o neurologista.

Porém, uma situação ainda não erradicada é o alcoolismo. Bebidas e automedicação são um risco à parte para a saúde das pessoas. “Álcool e vício em drogas pesadas são fatores preocupantes e graves problemas de saúde pública”, destaca, acrescentando que o ideal seria trabalhar somente o suficiente para se ter uma vida tranquila.

Onde encontrar o Dr. Vicente

O profissional atende na Neuroclínica na rua Barão do Rio Branco, 207, sala 1, no centro de Jaraguá do Sul. A clínica foi aberta em abril de 1991. Formado em neurologia e clínica médica, Caropreso diz acreditar que a medicina, atualmente, carece de atendimento humanizado. “Há muita burocracia. Isso encarece e gera reclamações”, frisa.

Foto: Matheus Wittkowski

Ele ressalta que “uma consulta humanizada, dirigida à pessoa, àquele ser que te procura muitas vezes apenas para ser ouvido, resolve mais do que solicitar ao cidadão muitos exames. É nisso que eu acredito e é isso que estou sempre martelando para que mais e mais médicos e profissionais de saúde o façam.”