A Disbiose é sinônimo de desequilíbrio quantitativo de diferentes micro-organismos que fazem parte de nossa microbiota intestinal, onde ocorre predomínio de flora maléfica. Quando nossa microbiota está saudável, forma-se uma barreira contra micro-organismos invasores que com auxílio da resposta imunológica conseguem ser expulsos. Porém, com a Disbiose instalada esse processo é dificultado.

De acordo com a gastroenterologista, Dra. Bruna Ximenes Canfield, o predomínio de bactérias de má qualidade contribuem para a má absorção de bons nutrientes adquiridos pela dieta.

"A Disbiose ocorre por diversos mecanismos, como por carências de vitaminas, através de uma alimentação pobre em nutrientes, e ricos em açúcar, gordura e com baixa ingestão de fibras, estresse emocional, uso de laxantes, abuso de antibióticos, anti-inflamatórios", explica.

Quais são os sintomas?

Segundo a especialista, os sintomas de Disbiose são muitos, e incluem história de constipação intestinal crônica (intestino preso), ou diarreia, flatulência (gases), dor e distensão abdominal, náuseas e plenitude (estufamento).

Ela ressalta que, "a Disbiose atua no eixo intestino-cérebro, comunicação que ocorre através de moléculas que são produzidas por bactérias do intestino, e que são capazes de impactar negativamente no humor".

Foto: Matheus Wittkowski

Como tratar?

O tratamento da Disbiose consiste em melhora na qualidade da dieta, suplementando alimentos que contenham probióticos, prebióticos e/ou simbióticos, além do aumento da ingestão de líquidos.

A Dra. Bruna explica que, os probióticos são bactérias que trazem benefícios como facilitar a digestão e a absorção de nutrientes.

"Esses microrganismos geralmente são provenientes de mono ou múltiplas culturas, representadas principalmente pelos gêneros Lactobacillus e Bifidobacterium, que são mais frequentemente empregadas como suplementos probióticos para alimentos, uma vez que elas têm sido isoladas de todas as porções do trato gastrintestinal do humano saudável."

Já os prebióticos, são componentes alimentares não digeríveis. Alguns exemplos são: fibras e amido resistente, que chegam intactos no intestino e servem de combustível para a microbiota intestinal.

Eles estimulam o crescimento de bifidobactérias e lactobacilos, modificando favoravelmente a composição da microbiota intestinal e/ou estimulando a atividade metabólica destas bactérias. Os simbióticos, por sua vez, é a combinações dos dois.

A especialista afirma que, cuidando melhor do sistema gastrointestinal, consegue-se melhorar o sistema imunológico gerando muito mais qualidade de vida.

Sobre a especialista

A Dra. Bruna Luiza Zonta Ximenes Canfield (CRM 16899 e RQE 13793) é formada em gastroenterologia e clínica geral. Ela atende na ClíniCanfield, que fica na Policlínica, no centro de Jaraguá do Sul. Atende consultas nas áreas de clínica geral e gastroenterologia, e realiza exames de Endoscopia digestiva alta. É médica formada pela Universidade do Vale do Itajaí, com residência médica nas cidades de Campina Grande do Sul e Joinville.