Para fazer frente à pandemia de coronavírus, empresas, hospitais e grupos e pessoas voluntárias se organizam em Jaraguá do Sul para arrecadar doações ou fazer o bem ao próximo.

Cada uma dessas iniciativas conta com a possibilidade de que qualquer pessoa possa ajudar, seja doando materiais, alimentos, ou até mesmo enviando recursos financeiros.

Os hospitais, por exemplo, além de equipamentos de proteção individual, como as máscaras, também têm recebido alimentos e dinheiro para complementar a receita e conseguir manter os atendimentos.

Grupos vulneráveis também estão recebendo atenção, como a de voluntários.

Uma rede de apoio em Jaraguá do Sul, formada espontaneamente, arrecadou mais de R$ 3 mil para comprar alimentos e compor um fundo para a aldeia Piraí, entre Guaramirim e Araquari.

Moradores de rua da cidade também têm recebido ajuda. O motorista de aplicativo, Sadi João Fagundes, prepara e entrega marmitas todas as noites, em pontos pela cidade.

Empresas de Jaraguá do Sul também se mobilizam

As empresas de Jaraguá do Sul também estão fazendo sua parte para tentar minimizar os impactos com a crise da covid-19.

A empresa jaraguaense Bold fez a doação de mil máscaras de proteção facial a hospitais e órgão de saúde de cidade. Os itens foram distribuídos nos dois principais hospitais jaraguaenses, bombeiros e a Secretária de Saúde do município.

A WEG vai passar a produzir álcool em gel 70% para abastecer os hospitais de Jaraguá do Sul e Guaramirim. A gigante jaraguaense também passará a produzir respiradores artificiais para pacientes com Covid-19.

Além disso, a multinacional doou ainda uma quantia significativa para os dois hospitais da cidade e para os fundos empresariais de entidades como a Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs), a Associação Empresarial de Guaramirim (Aciag) e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc).

Outro exemplo é da Naxi. A empresa isentou qualquer custo de internet dos dois hospitais durante três meses, além de liberar até 10 vezes mais velocidade para as estruturas, acima do plano contratado.

A Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs) montou um centro de acompanhamento da crise e também uma central de captações de donativos e de aquisição de produtos e equipamentos.

"A Acijs tem no seu histórico o envolvimento com todos os setores da nossa comunidade e neste caso não seria diferente", diz o presidente da entidade Luis Hufenüssler Leigue.

No primeiro momento, ao mobilizar os diferentes níveis de representação em torno de um comitê, a entidade buscou entender como estas forças poderiam de maneira articulada fazer a sua parte para superar os impactos que a pandemia poderia acarretar não só na atividade econômica, mas na comunidade em geral, relata o presidente.

Foi nesta direção que a Acijs atuou como motivadora para a criação e se manteve na coordenação da Central de Prevenção do Vale do Itapocu, como um fórum permanente de acompanhamento e discussão de estratégias com vistas à contenção do vírus e da mitigação de seus impactos para o município e região.

Para isto, conta com uma plataforma digital que tem a função de informar a sociedade sobre os parâmetros definidos pelas autoridades de saúde pública, os protocolos a serem seguidos por empresas e coletividade, indicadores e formas de prevenção à doença, a partir de fontes oficiais e fidedignas, agindo assim também no combate às chamadas “fake news”.

Em outra frente, foi estruturada a Central de Captações e Aquisições, que abriu um fundo para angariar e gerir recursos financeiros que estão servindo para a compra de materiais utilizados pelos dois hospitais filantrópicos da cidade – São José e Jaraguá.

A intenção é a de buscar as melhores soluções para compra e na logística dos mesmos, bem como de itens físicos, direcionando-os de acordo com as necessidades elencadas pela área da saúde, tais como máscaras de proteção, equipamentos e outros materiais utilizados por médicos e profissionais que estão na linha de frente no combate ao vírus.

Esta Central de Captações e Aquisição também dá apoio às empresas na aquisição de testes rápidos, realizando cotações de preços junto a fornecedores e orientando nas compras, com isto estimulando um enfrentamento mais ostensivo ao coronavírus e, assim, ampliando os níveis de prevenção.

"São iniciativas que se complementam e reafirmam a capacidade de mobilização que é característica de Jaraguá do Sul e região", afirma o presidente.

Como ajudar os hospitais

Hospital São José

O Hospital São José (HSJ) está recebendo doações em dinheiro, materiais e alimentos.

O coordenador de captação de recursos do HSJ, Jeferson Ferrari, explica que as contribuições estão sendo captadas de forma centralizada, sendo recebidas pela Central de Captações e Aquisições, operada pela Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs).

Tanto o Hospital São José quanto o Hospital Jaraguá estão sendo contemplados com doações através do fundo criado pela entidade empresarial.

Foto Divulgação/HSJ

"É um momento muito difícil porque muitos itens vêm inflacionando e somos obrigados a comprar. Estamos também fazendo a estruturação dos dez leitos de UTI e os leitos de isolamento no Hospital", diz o Ferrari.

No momento, a prioridade do Hospital é investir na compra de equipamentos e materiais para a abertura dos dez leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Para dar conta de fazer os investimentos, manter os atendimentos e reforçar a estrutura para os casos de coronavírus, o HSJ está aceitando doações de diversos tipos.

"Existem várias pessoas entrando em contato para doação, principalmente de confecções, doação de máscaras e de aventais, esses itens que são necessários. A gente tem itens de alimentação, então doação de alimento, porque de forma geral o fluxo de atendimento com pacientes e com funcionários continua o mesmo, então a gente precisa, a cozinha do hospital continua fazendo as refeições", ele relata.

Quanto às doações em dinheiro, o coordenador destaca que elas contribuem não apenas para investimentos, mas também para o custeio da entidade.

Ainda que o hospital seja filantrópico, não objetive lucro, o trabalho é mantido também com a receita que arrecada, por exemplo, com as cirurgias eletivas, que estão suspensas no momento, por determinação do governo do Estado.

"Para ter uma ideia, de custeio, o próprio oxigênio que os pacientes usam são comprados, então tem todo um investimento nessa linha", diz.

Doações a hospitais pela Central de Captações da Acijs | Foto Divulgação/Acijs

Junto com a Acijs, o HSJ também está fazendo o acompanhamento das doações para a prestação de contas, que será atualizada online para que a população saiba o que está sendo arrecadado e como os donativos estão sendo utilizados, além de informar o número de pessoas que serão impactadas positivamente com as contribuições.

Informações sobre a Central de Captações e Aquisições e sobre como contribuir financeiramente ou com doações podem ser obtidas pelos e-mails administracao@acijs.com.br e solucoesempresariais@acijs.com.br, e telefones (47) 9 8835-7988 e (47) 9 8804-4078.

Confira os dados para doações ao Hospital São José e Hospital Jaraguá (pela Central de Captações e Aquisições)

  • Nome da conta: Central de Captações e Aquisições
  • Banco: CEJASCred – Banco 756
  • Agência: 3366
  • Conta-corrente: 6161-1
  • CNPJ: 84.434.372/0001-16

Hospital Jaraguá

A gerente de relacionamento com o mercado do Hospital Jaraguá, Josiane Gonzaga dos Santos, explica que o hospital hoje já conta com um canal para doações, que pode ser acessado pelo site da entidade.

São quatro formas de contribuir com a instituição, mesmo antes da pandemia do coronavírus: através de projeto do Imposto de Renda, por meio da conta do Samae e doando diretamente a uma conta própria do Hospital.

A quarta entrada para doações é pelo bazar do grupo de voluntários, mas a gerente explica que neste momento a atividade está suspensa, por causa das orientações de isolamento da quarentena.

A pandemia do covid-19 também acaba influenciando nas necessidades do HMJ.

A gerente explica que, por se tratar de insumos da área da saúde e hospitalar, o material, medicamento, máscaras e demais itens são bastante específicos e têm custo elevado.

Hospital Jaraguá fez adaptações no espaço para atender aos casos suspeitos de coronavírus | Foto Divulgação/HMJ

Ela orienta que o que melhor funciona para o Hospital agora é receber doações em dinheiro. O Hospital então responde ao doador, agradecendo pela contribuição e prestando contas sobre o que foi adquirido com a ajuda.

"Doando em dinheiro, compramos os materiais e insumos que a gente precisa nesse período", reforça Josiane.

Confira os dados para contato e doações ao Hospital e Maternidade Jaraguá

  • Telefones: (47) 3274 3084 e (47) 9 8872 2936 (WhatsApp)
  • E-mail: projetos@hmj.org.br

Como ajudar grupos vulneráveis

Iniciativas de pessoas físicas também estão contribuindo para diminuir os impactos causados pela pandemia.

Moradores de rua

O motorista de aplicativo Sadi João Fagundes vem preparando e distribuindo marmitas a moradores de rua de Jaraguá do Sul, com ajuda da família.

Quem quiser ajudar na produção das marmitas, o motorista afirma que toda contribuição é bem-vinda.

Foto Arquivo Pessoal

Além de alimentos, a família também utiliza embalagens para as marmitas, talheres e copos de plástico, além de máscaras e luvas, como prevenção ao coronavírus.

Doações podem ser feitas entrando em contato com a família, pelo telefone e WhatsApp no número (47) 9 8842-8948 e falar com Rose, esposa de Fagundes.

Indígenas

Uma rede de voluntários também se organizou para arrecadar alimentos e dinheiro para ajudar a aldeia Piraí, onde vivem cerca de 150 pessoas.

A primeira campanha arrecadou mais de R$ 3 mil, que contribuiu para a compra de mantimentos e materiais de limpeza e para compor um fundo de apoio da aldeia, administrado pelo cacique Ronaldo Costa.

Cacique Ronaldo Costa, da aldeia Piraí | Foto Taís Urquizar

Todos os mantimentos foram higienizados, assim como os voluntários que fizeram a entrega também tomaram todos os cuidados para evitar contaminação.

Diante da realidade da aldeia, o grupo continua realizando campanhas. Quem quiser ajudar novamente ou contribuir pela primeira vez, pode fazer sua doação via depósito.

Dados para depósito

  • Nome da conta: Tais I. R. Urquizar
  • CPF: 076 590 349-01
  • Banco: 260 - Nu Pagamentos S.A.
  • Agência: 0001
  • Conta Corrente: 6018479-5

População vulnerável

Itens da cesta básica, como arroz, feijão, óleo, leite, trigo, açúcar, macarrão e café, poderão ser entregues no Pavilhão C do Parque Municipal de Eventos, na Barra do Rio Molha.

A campanha Jaraguá Solidária, promovida pela Prefeitura de Jaraguá do Sul em parceria com entidades assistenciais, quer minimizar as consequências da pandemia do novo coronavírus para a população em vulnerabilidade social.

Campanha Jaraguá Solidária

  • Dias e horários para doar: segunda a sexta, das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas
  • Período de entrega das cestas para as famílias: a partir do 22 de abril de 2020, através das entidades assistenciais

Como ajudar com doação de sangue

De acordo com as informações do site do Hemosc de Santa Catarina, a unidade de Jaraguá do Sul está fechada para atendimento ao público.

No entanto, quem quiser fazer doações pode procurar unidades próximas, como de Joinville e Blumenau.

Mas é preciso fazer os agendamentos pelo telefone, e grupos com mais de cinco pessoas também precisam entrar em contato para agendar.

Contatos para agendamento da doação

  • Hemocentro Regional de Blumenau - (47) 3222-9800
  • Hemocentro Regional de Joinville - (47) 3481-7400

 

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