As negociações entre o Sindsaúde (sindicato que representa os trabalhadores da saúde estadual) e a Secretaria de Estado da Saúde chegam à quarta rodada na tarde desta quinta-feira (03). O prazo estabelecido pelo sindicato, na assembleia de 4 de abril, para que se esgotem as discussões antes de uma possível paralisação geral é 10 de maio. A última reunião entre as partes deve ocorrer na próxima terça-feira (08). A pauta de reivindicações dos servidores está relacionada às condições de trabalho. Os servidores reclamam da falta de profissionais para dar conta da demanda e falta de materiais básicos. A categoria também pede contratação de mais trabalhadores por meio de concurso público, adicional de formação, incorporação da gratificação, reajuste do vale-alimentação (de R$ 12 para R$ 24) e reposição da inflação pela data base (10,44% mais 5,22% de ganho real). De acordo com o sindicato, o quesito mais difícil de negociar tem sido o reajuste salarial, uma vez que o governo alega não ter possibilidade de ultrapassar o limite prudencial com a folha de pagamento. Sobre o reajuste no vale-alimentação, o Sindsaúde pretende movimentar outros sindicatos para aumentar a pressão, uma vez que o ganho seria para todas as categorias. Um dos pontos que tem avançado é a possibilidade de concurso público. A Secretaria de Estado ficou de apresentar na reunião desta quinta um quadro com as necessidades de cada setor e uma proposta para suprir essa demanda. Como a categoria está apenas em estado de greve, as paralisações tem sido pontuais por algumas horas nos dias em que ocorrem as reuniões. A partir desta quinta, a estratégia será modificada. Em vez de as paralisações ocorrerem no mesmo dia, serão realizadas no dia seguinte durante uma hora, para que os avanços sejam debatidos com a categoria. Um dos quesitos contemplados pela pauta é a lei das OSs que motivou a greve municipal e possibilita a terceirização dos serviços. Embora seja uma preocupação da categoria, o Estado garantiu nas reuniões que não realizará nenhum contrato com OS neste ano. LEIA MAIS: Servidores da saúde decidem paralisar atividades em dias de negociações Servidores de Florianópolis mantêm movimento, apesar dos descontos nos salários