O pico do coronavírus no Brasil tem sido tema de debates entre os profissionais da saúde.

Segundo os dados mais recentes do Ministério da Saúde, o país tem 18.859 mil mortes e 291.579 mil casos confirmados por conta do coronavírus.

No mundo todo, o número de infectados pela doença já superou a marca de 5 milhões e mais de 326 mil pessoas já morreram em decorrência da Covid-19.

 

 

A rápida disseminação do vírus preocupa a população, que procura informações precisas sobre o avanço da doença no país.

Confira abaixo o que alguns especialistas dizem sobre o pico do coronavírus no Brasil.

O que é o pico de uma doença?

O pico de uma doença acontece quando se registram muitos casos em um curto espaço de tempo.

No Brasil, as doenças respiratórias, por exemplo, costumam ter um pico durante as estações com temperaturas mais baixas, que vão de março a junho.

Já a dengue, tem picos tanto no período seco de verão, quanto no período chuvoso do inverno.

O pico do coronavírus no Brasil vai acontecer quando o número de pessoas infectadas aumentar rapidamente.

Quando será o pico do coronavírus no Brasil?

Não há uma data precisa de quando o número de casos de pessoas infectadas com o novo coronavírus deve atingir o seu ponto máximo.

Alguns especialistas traçam projeções que apontam o fim de abril e começo de maio como o pico da doença no país.

 

 

Contudo, outros profissionais afirmam que o pico acontecerá entre os meses de agosto e setembro.

Boa parte dos especialistas concorda que o aumento do número de casos confirmados deve acontecer durante o inverno, que começa no dia 20 de junho e termina em 22 de setembro.

Veja o que alguns especialistas já falaram sobre o assunto:

"Estamos imaginando que vamos trabalhar com números ascendentes, espirais em abril, maio, junho. Vamos passar cerca de 60 a 90 dias de muito estresse para que quando chegarmos ao fim de junho, julho, a gente imagina que entra no platô. Agosto, setembro a gente deve estar voltando desde que a gente construa a chamada imunidade de mais de 50% das pessoas", Henrique Mandetta, ministro da saúde em coletiva de imprensa.

 

"É impossível estimar o número de casos, mas temos ainda um mês ou dois antes de a epidemia complicar. O pico deverá ser entre o fim de abril e começo de maio, que é o auge das doenças respiratórias no Brasil", Ester Sabino, pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em entrevista.

 

“Em duas ou três semanas é o pico da doença, dentro do que a gente estuda da velocidade que aconteceu no Sudeste, que foi onde teve o ‘boom’ aqui no Brasil, e dos outros países”, Mariana Croda, médica infectologista em entrevista publicada no último dia 28.

 

“A perspectiva é atingir o pico da epidemia em abril, mas não sabemos ainda aonde esse pico vai chegar. Dependendo das medidas de distanciamento físico implementadas e da adesão da população, teremos uma curva mais alta ou menos alta", Antonio Flores, infectologista da organização Médicos Sem Fronteiras em entrevista.

Como está a situação no resto do mundo?

Apesar das incertezas causadas pelo Covid-19, há também boas notícias para acompanhar.

A China, país onde o novo coronavírus surgiu em dezembro de 2019, declarou o fim do pico da doença no começo de março.

“Falando em termos gerais, o pico da epidemia passou na China e o aumento de casos novos está caindo", disse Mi Feng, porta-voz da Comissão Nacional de Saúde.

 

 

Em contrapartida, o chefe do Instituto Superior de Saúde da Itália, Silvio Brusaferro, foi enfático ao afirmar que o país ainda não chegou ao pico de contágio.

“Nem atingimos o pico, nem ultrapassamos”, disse Brusaferro em coletiva de imprensa.

A doença já matou mais de 10 mil pessoas no país.

Como se proteger do coronavírus?

Segundo o Ministério da Saúde, essa são as melhores práticas para prevenir o contágio:

  • Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel
  • Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir
  • Evite aglomerações se estiver doente
  • Mantenha os ambientes bem ventilados
  • Não compartilhe objetos pessoais

 

É importante respeitar as medidas de restrição social impostas em alguns estados e mantê-las até mesmo quando o isolamento social não for mais obrigatório.

 

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