Com o alto número de reclamações direcionadas as faturas de energia elétrica no ultimo mês, o Procon de Jaraguá do Sul decidiu se reunir com a subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) responsável pela microrregião do Vale do Itapocu para estudar quais as providências podem ser tomadas para verificar se realmente houve uma cobrança adicional indevida ou algum erro no processamento de dados da empresa.

 

 

No caso da analista de RH Daiane Ubinski, a família passou 20 dias fora de casa no período referente a leitura feita entre os dias 11 de dezembro e 11 de janeiro e o valor cobrado pela Celesc permaneceu igual à fatura anterior, onde o uso de eletrodomésticos foi expressivamente maior.

“A conta não bate, é lógico que se usar o ar condicionado dia e noite o valor vai ser mais alto, o problema em questão é não ter utilizado mais energia do que nos meses anteriores ou usar até menos como no meu caso, e o valor aumentar ou vir o mesmo. E somos obrigados a pagar para não cortarem a nossa energia”, ressalta Daiane.

A diretora do Procon de Jaraguá do Sul, Samira Leutprecht, está tomando medidas para descobrir se realmente houve essa cobrança indevida partindo da Celesc, para isso se reuniu na tarde desta quarta-feira (23) com o presidente da OAB de Jaraguá do Sul, Gustavo Pacher para estudar medidas que possam ser uteis nessa avaliação.

“Como órgão de proteção ao consumidor, precisamos pedir maiores esclarecimentos vindos da Celesc para poder garantir os direitos da população”, afirma Samira.

Segundo a diretora, houve um número expressivo de reclamações nos últimos dias e por isso estarão trabalhando com órgãos competentes, já que o Procon em si não possui uma ferramenta ou pessoas capacitadas para aferir um laudo afirmando se a cobrança está ou não incorreta.

“Pedimos às pessoas que notaram uma grande diferença na cobrança de energia a nos procurar para que possamos avaliar a situação e levantar mais dados”, orienta.

As informações avaliadas pelo Procon serão apresentadas em um reunião com a Celesc na próxima sexta-feira (26), só a partir desse momento Samira poderá dar uma orientação mais assertiva sobre o caso.

 

 

A OAB não quis se pronunciar sobre o assunto enquanto não for esclarecida a situação e não houver certeza de que a cobrança do consumo de energia está incorreta, entretanto, o presidente da subseção de Jaraguá do Sul afirma que se for provado o equívoco, o consumidor terá o direito de ser ressarcido.

“Teremos mais informações após essa reunião com a empresa de energia, mas podemos garantir que o consumidor terá o direito de receber seu dinheiro de volta, caso seja provado que realmente ocorreu um erro”, afirma Pacher.

Mais informações

O gerente regional da Celesc, Wagner Vogel, afirma que foi procurado pelo Procon de Jaraguá do Sul para a realização de uma reunião e já participou de um encontro com o órgão de proteção ao consumidor de Florianópolis nesta semana, onde foi acordado um prazo de 10 dias para que a Celesc preste esclarecimentos.

“Estamos aguardando as ações dos órgãos competentes e estamos a disposição para maiores esclarecimentos aos consumidores”, afirma Vogel.

A Celesc afirma que neste período não foram registrados erros sistemáticos, apenas um aumento significativo no consumo devido ao uso de aparelhos eletrodomésticos, como já é comum nessa época do ano.

Segundo o gerente, “a Celesc sempre realiza a compensação ao consumidor caso identifiquem possíveis alterações no faturamento”.

Nesse mês a empresa percebeu um acréscimo de aproximadamente 70% de reclamações acerca desse processo e observa a importância dos consumidores avaliarem e entenderem a fatura de energia.

 

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