Aumentos em janeiro provocaram reclamações dos consumidores | Foto Eduardo Montecino/OCP News
Aumentos em janeiro provocaram reclamações dos consumidores | Foto Eduardo Montecino/OCP News

Nos últimos dias, muitos consumidores da Celesc se manifestaram nas redes sociais em relação às faturas de energia emitidas neste mês de janeiro. A principal reclamação girava em torno dos valores, indicando cobrança adicional ou erro no processamento de dados da empresa.

Na residência da costureira Marlene Francisca Bialeski, a tarifa de luz costumava ser de R$ 470. Neste mês de janeiro, a conta chegou aos R$ 698.

Marlene considera que o consumo de energia realmente aumentou, em especial pelo uso do ar-condicionado, mas acredita que o valor veio muito acima do normal. Ela aponta que em dezembro a família também viajou e não ficou todos os dias em casa.

Tatiane Müller Silveira, que viajou entre os dias 18 de dezembro e 10 de janeiro, é mais uma consumidora que não concorda com o valor que foi cobrado nesta fatura. "No mês passado veio R$ 111, agora deu R$ 116, e ficamos mais de 20 dias fora, só com a geladeira ligada", comenta.

A leitura da taxa feita no dia 16 de janeiro apontou um consumo de 126 quilowatt-hora (kWh) no mês, com o custo de R$ 0,78 por kWh.

Tatiane comenta que conversou com outras pessoas que se disseram insatisfeitas com o valor cobrado. "Chegaram a comentar que a tarifa triplicou mesmo não estando em casa", ressalta.

Tatiane garante que vai entrar em contato com a ouvidoria da Celesc para solicitar explicações sobre o caso. Na residência de Camila Muniz, a conta veio R$ 100 mais cara neste mês.

Ela diz que não sabe o motivo para o valor ter subido tanto. "Pode ser a época, não sei o dia que tiraram a leitura também, mas o meu consumo não foi tão alto", completa.

Gerente regional fala sobre aumento na tarifa

O gerente regional da Celesc, Wagner Vogel, atribui o aumento no valor da conta de luz neste mês de janeiro a três principais fatores. Primeiro, ele explica que a última revisão tarifária da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) foi feita em agosto e passou a ser cobrada em setembro de 2018. A tarifa foi de R$ 0.49 para R$ 0.52.

A outra, segundo ele, é que o consumo de energia elétrica no verão cresce, principalmente pelo uso de ar-condicionado e demais eletrônicos.

"Quando a pessoa consome até 150 kWh, aparece na tarifa a linha de consumo um. Acima desses 150, tem adicional de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), a carga tributária fica maior. Por exemplo, se o consumo for de 180 kWh, serão cobrados 25% a mais de ICMS em cima destes 30 kWh adicionais", explica Vogel. Até 150 kWh, o ICMS é de 15%.

Vogel aponta que os impostos PIS e Cofins, do sistema tributário brasileiro, também sofreram reajustes. O valor da alíquota efetiva, segundo ele, é calculado todo mês em cima das receitas e dos custos da empresa distribuidora de energia.

"Em setembro, a alíquota do PIS estava em 0.41%, agora está 1.52%. Já o Cofins aumentou de 1.92% para 6.99% entre setembro e janeiro", enfatiza o gerente.

Quem tiver problemas com a tarifa de luz ou quiser sanar alguma dúvida, pode entrar em contato com a Celesc pelo 0800 48 0120.

Recordes históricos de consumo

Neste mês, os índices de demanda de energia registrados pela Celesc no Estado bateram o recorde em dois dias consecutivos: em 16 de janeiro, com 4.989,82 megawatt (MW) e 17 de janeiro, com 5.030 MW.

O gerente geral na região, Wagner Vogel, garante que em Jaraguá do Sul não há risco de queda de energia por falta de capacidade.

Ele comenta, inclusive, que as subestações dos bairros Rio da Luz e Nereu Ramos serão ampliadas neste ano e devem atender a demanda do próximo verão.

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