Restam apenas duas semanas para que os primeiros alunos comecem o ano letivo na rede particular de ensino de Jaraguá do Sul. Já os estudantes da rede municipal têm uma semana a mais para se preparar para o retorno às aulas e entre os preparativos, está a compra de material escolar.

As listas costumam dar trabalho aos pais independente da fase escolar. É nesta época do ano que as papelarias costumam ficar lotadas. Enquanto alguns já garantem a compra, outros seguem as dicas do Procon e antes de comprar, costumam pesquisar os itens para garantir o melhor preço.

A diretora do Procon de Jaraguá do Sul, Samira Leutprecht, destaca que a pesquisa é fundamental para garantir o melhor preço, assim como acontece em outros períodos de compras, como Natal e Páscoa.

“Vale o mesmo proceder de outras datas: o de não ir ao primeiro ponto de vendas e comprar sem pesquisar, até porque, em todos os anos nós temos uma diferença muito grande de um estabelecimento para outro”, explica.

Apesar de o valor médio não sofrer alteração significativa entre escolas, alguns itens podem pesar mais no bolso do consumidor que não realizar a pesquisa. As borrachas, presentes em todas as listas escolares, podem ter preços variando entre R$ 1 e R$ 3,50 de um estabelecimento para outro.

Outros dois itens que fazem parte da lista básica também têm preços com grande variação: um tubo de cola pode custar entre R$ 4,50 e R$ 7,50, enquanto uma tesoura sem ponta pode ser encontrada por R$ 3,30 ou R$ 11,50.

Mas a diferença de preço também pode estar no tema: um caderno capa dura pode ser encontrado por R$ 4, enquanto a versão com capa estampando super-heróis sai por R$ 10,80.

Samira explica ainda que o ideal não é fazer uma pesquisa aleatória, elegendo itens e baseando-se apenas neles para escolher o local de compra.

Ela afirma que uma prática bastante comum entre os comerciantes é baratear os valores de alguns itens para chamar a atenção do cliente, compensando nos demais, o que equilibra o valor da lista e, ressalta ela, não é uma prática ilegal.

“Não é porque um item está mais barato em um estabelecimento que todos estarão. Os comerciantes costumam fazer isso, é uma maneira de atrair e cabe aos consumidores fazer essa pesquisa. O ideal é pesquisar toda a lista, item por item e o mais importante, verificar se o que foi exigido pela escola realmente é responsabilidade dos pais”, diz.

A diretora ressalta que itens de uso coletivo, como canetas para lousa, álcool, clipes, entre outros, não podem ser exigidos pela escola.

Valores das listas variam

A cada término de ano letivo uma coisa é certa: o próximo terá uma nova lista de material escolar. E são por elas que os pais se baseiam para comprar os itens dos filhos, estudem eles em escolas particulares ou públicas.

Para Denise Geffert da Silva, a lista com os itens básicos tem diminuído. “Agora ele está no 9º ano e tem menos coisas para adquirir, só os itens básicos mesmo. Aliás, além dessa, há a lista de livros, mas é direto com a escola”, explica.

Segundo Denise, a compra de livros escolares do filho Eduardo, de 10 anos, deve ficar em torno de R$ 1,2 mil. O menino estuda na rede privada.

Já a compra na papelaria custou exatos R$ 128. Denise conta que não costuma fazer pesquisa e que quando fazia não notava uma grande diferença de valores. “Quando eu fazia pesquisa não notava muita diferença de valores, então, passei a vir direto aqui, é mais rápido e prático”, diz.

Segundo a gerente de papelaria, Gigi Pereira, as listas são muito semelhantes independente de escola particular ou pública, com alguns detalhes a mais para uma ou outra.

Ela garante que o preço médio fica em cerca de R$ 200. “As listas são bem sucintas. Um aluno da rede pública ou da rede particular, em questão de material, vai ter basicamente o mesmo, o que muda é a metodologia”, afirma.

No entanto, para quem busca economizar, é possível encontrar na papelaria uma lista básica de materiais por um valor de R$ 105. A diferença está na quantidade de itens, além da escolha por itens mais em conta, sem temas ou personagens.

De acordo com a gerente, a papelaria registrou um aumento de 20% no movimento em dezembro, quando parte dos pais optou pela compra. Apesar disso, ela acredita que a maioria das compras escolares deve ser realizada no fim de janeiro.

A rede municipal de ensino não possui uma lista padrão de material escolar, mas os itens básicos podem ser encontrados por R$ 105 em uma das papelarias de Jaraguá do Sul. O preço médio das listas escolares – particular e pública – gira em torno de R$ 200.

 

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