Foto Reuters/Thomas Peter
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Resumo da notícia:

  • Ao sofrer alterações, segundo especialistas, o vírus pode tornar vacinas ineficazes
  • Médico chinês sugere que pode ter ocorrido mutação durante a pandemia
  • Estudo americano destaca 14 mutações, uma considerada mais preocupante pela comunidade científica

 

Nos últimos dias, o mundo tem se questionado sobre o poder de mutação do novo coronavírus. Ao sofrer alterações, segundo especialistas, o vírus pode tornar vacinas ineficazes.

Recentemente, um especialista da Comissão Nacional de Saúde (NHC) chinesa afirmou que os casos confirmados de Covid-19 nas províncias de Heilongjiang e Jilin, no Nordeste da China, apresentam características diferentes dos da província de Hubei.

O surto de coronavírus começou em Wuhan em dezembro de 2019, tendo se alastrado pelo mundo a partir do início de 2020.

A observação do médico chinês Qiu Haibo, que faz parte do grupo de tratamento do NHC, sugere que pode ter ocorrido mutação ao longo desse período.

Mutação é alvo de estudo americano

Estudo realizado pelo Los Alamos National Laboratory, do governo dos EUA, identificou 14 mutações na proteína spike (S), das quais uma foi considerada alvo de “preocupação urgente” pelos cientistas. A proteína spike é usada pelo vírus para se conectar às células humanas.

Foto Reprodução

A mutação chamada D614G é resultante de uma única alteração no código genético do vírus: a substituição de guanina por adenina na posição 23.403 - o SARS-CoV-2 é formado por 30 mil pares de nucleotídeos, ou “letras” genéticas.

 

 

Segundo os pesquisadores, a mutação ocorreu entre dezembro e fevereiro, quando a nova cepa do vírus começou a se espalhar na Europa.

“A D614G está aumentando de frequência de forma alarmante, indicando que ela possui uma vantagem relativa à cepa original, de Wuhan, o que permite seu espalhamento mais rápido”, diz o estudo.

Amostras do vírus coletadas pelo mundo

Além da Europa, o vírus contendo a mutação D614G foi identificado nos EUA, no Brasil, no México e até na China. Os cientistas analisaram o código genético de 6 mil amostras, coletadas em todo o mundo.

“Quando é introduzida em novas regiões, [a nova cepa] rapidamente se torna a forma dominante”, afirmam os cientistas.

Segundo a publicação, a nova cepa do vírus é mais transmissível por causa de sua estrutura e por um fenômeno chamado “aprimoramento dependente de anticorpos” (ADE).

Na China, em declaração a uma rede de TV estatal, Qiu Haibo, que é um dos principais médicos do país, disse que “o maior período assintomático dos pacientes está criando focos de infecção familiares”.

Com informações dos portais Superinteressante e Extra.

 

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