Em seis meses de 2021, o número de focos do mosquito Aedes aegypti em Jaraguá do Sul é quase cinco vezes maior que os focos encontrados em todo o ano passado. Já são 436, contra 90 focos em 2020.

O mosquito pode transmitir a dengue, chikungunya, zika e febre amarela, doenças graves que podem matar.

Os bairros com maior número de focos novos são o Centro (123 focos), Vila Nova (50 focos) e Ilha da Figueira (29 focos).

Os focos são de larvas do mosquito Aedes aegypti encontradas tanto em pratinhos de vasos de plantas, plantas aquáticas, ralos, tampinhas de garrafa, bromélias, pneus quanto em armadilhas instaladas pela equipe de Zoonoses. A cada foco encontrado é delimitado um raio de 300 metros e visita-se imóvel por imóvel alertando sobre a presença dos focos e orientando sobre os cuidados para evitar a proliferação do mosquito.

No caso de imóveis fechados, os agentes de endemias deixam uma solicitação de agendamento para visita posterior, conforme disponibilidade do morador. No caso dos bairros infestados de focos – Centro e Vila Baependi – os moradores recebem no mínimo cinco visitas em um ano, até que não sejam mais encontrados focos do mosquito do bairro.

Bairros com mais focos do mosquito:

  • Centro - 123
  • Vila Nova - 50
  • Ilha da Figueira - 29
  • Nova Brasília - 24
  • Vila Lenzi - 24
  • Estrada Nova - 23
  • Chico de Paulo - 20
  • Vila Baependi - 23

Casos de dengue

  • 47 casos suspeitos
  • 11 confirmados - sendo 3 casos autóctones (pegos dentro do município) e 8 importados

Dificuldades encontradas

Os agentes de endemias enfrentam muita resistência da população para mudanças de hábitos ou cuidados a serem tomados.

“A população precisa receber bem os agentes de endemias, os mesmos estarão devidamente identificados com colete, crachá e bolsa, higienizados e usando máscaras para proteção individual. Qualquer dúvida a respeito da área de atuação dos agentes o setor, está a disposição através do telefone 2106 8315. Somente com a ajuda de cada responsável pelo imóvel conseguiremos evitar a proliferação ainda maior e futuras contaminações”, explica a supervisora do programa, Aline Cristiane Borba Monteiro.

Cuidados dentro e fora de casa

  • Tampe os tonéis e caixas-d’água;
  • Mantenha as calhas sempre limpas;
  • Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
  • Mantenha lixeiras bem tampadas;
  • Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
  • Não utilizar pratos em vasos ;
  • Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
  • Retire água acumulada na área de serviço, atrás da máquina de lavar roupa.
  • Cubra e realize manutenção periódica de áreas de piscinas e fontes ornamentais;
  • Limpe ralos e canaletas externas;
  • Substitua bromélias e outras plantas que podem acumular água;
  • Deixe lonas usadas para cobrir objetos bem esticadas, para evitar formação de poças d’água;
  • Pneus devem ser mantidos em local coberto.

Para denúncias de possíveis criadouros do mosquito: Ouvidoria SUS - 0800-642-0136.

*Com informações de assessoria de imprensa.