A compra irregular dos 200 respiradores ao valor de R$ 33 milhões pagos antecipadamente teve a participação de uma organização criminosa, com a presença de integrantes das áreas pública e privada e a utilização de empresas de fachadas. Além disso, há indícios da presença de um presidente de uma Câmara de Vereadores do estado do Rio de Janeiro.

Os equipamentos ainda não chegaram a Santa Catarina e as investigações apontam para ramificações do esquema em mais 10 estados brasileiro.

As informações foram divulgadas pelo Chefe do Ministério Público de Santa Catarina, o Procurador-Geral de Justiça Fernando Comin, em entrevista ao jornal Bom Dia Santa Catarina, nesta segunda-feira (11). Comin é um dos comandantes da força-tarefa que está à frente das investigações. O grupo incluiu ainda o Delegado-Geral de SC, Paulo Norberto Koerich, e presidente do Tribunal de Contas do Estado, Adircélio de Moraes Ferreira Júnior.

 

 

Comin não divulgou mais detalhes das investigações por conta da Lei de Abuso de Autoridade, mas antecipou que por enquanto não há indícios da participação do governador Carlos Moisés nas irregularidades.

Neste domingo (10), o ex-Chefe da Casa Civil, Douglas Borba, apontado como um dos envolvidos na operação, apresentou seu pedido de exoneração. Ele será substituído por Amandio João da Silva.

 

Receba as notícias do OCP no seu aplicativo de mensagens favorito:

WhatsApp