A carreira de Jeferson da Silva de Oliveira no futebol começou em 2010 no Sport Club Jaraguá e rodou por nove clubes em sete anos.

Mas agora chegou ao ponto final – e de maneira precoce. Com apenas 24 anos de idade, o jogador nascido em Jaraguá do Sul anunciou sua aposentadoria dos gramados nesta semana.

Jaraguaense surgiu no Leão da Barra | Foto Iriane Porto/Arquivo Avante! Esportes

Diferentemente de muitos atletas que abandonam uma carreira promissora por graves lesões, Jefinho como é mais conhecido, deixa a profissão por algumas decepções enfrentadas, principalmente neste ano. A primeira surgiu quando ainda defendia o Metropolitano no Campeonato Catarinense.

Titular absoluto na lateral esquerda, ele declarou que foi acusado por um investidor de que estava fazendo ‘corpo mole’ após a equipe blumenauense completar sete jogos sem vitórias no Estadual. Com isso, se desligou do Metrô na 7ª rodada, logo depois da derrota para o Criciúma por 2 a 0.

O último e principal ponto desanimador surgiu através do empresário. Após deixar escapar uma oportunidade de contrato com o tradicional Remo-PA, o agenciador desagradou o jogador ao oferecer negócios em times da Série D do Brasileiro e Série B do Catarinense.

“Fiquei chateado, pois seu do meu potencial e não mereço estar jogando essas divisões, com todo respeito aos clubes. Então o sentimento que levo é de tristeza”, declara.

Revelado no Jaraguá, Jefinho deixou sua cidade natal em 2014 como grande promessa da cidade, para jogar no Inter de Lages, onde teve destaque no clube da serra catarinense por dois anos.

Mais tarde, vestiu as camisas do Tombense-MG (2015/2016), novamente Inter de Lages (2017), Real-DF (2017), Concórdia (2017), Grêmio Anápolis-GO (2018), Rio Claro-SP (2018) e Metropolitano (2019).

Lateral com a camisa do Inter em 2015 | Foto Divulgação

“Passei por momentos bons e realizei o sonho que eu tinha quando era criança de ser jogador de futebol. Não foi nas proporções que eu imaginava, mas consegui”, destaca.

Para o futuro, os planos já estão traçados. Mesmo sem o futebol profissional, ele continuará nos gramados jogando o amador nos mais diversos campeonatos pela região.

Além disso, iniciará a caminhada para outro sonho de criança: virar policial. “Demora para cair a ficha, porque foi muito tempo nessa profissão (futebol) e acaba balançando. Mas agora é viver uma vida diferente”, finaliza Jefinho.

 

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