Durante visita à Argentina, o presidente Jair Bolsonaro afirmou a jornalistas na noite de quinta-feira (6) que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu "o primeiro passo para um sonho de uma moeda única na região do Mercosul, o peso real", e um porta-voz do Ministério das Finanças da Argentina confirmou negociações nesse sentido.

"Estamos trabalhando nisso no médio a longo prazo", disse o porta-voz argentino à agência Reuters. A proposta poderia incluir Uruguai e Paraguai, outros parceiros do Mercosul, de acordo com a mídia.

 

 

Pouco depois, o Banco Central negou a informação, frisando que não há projetos nem estudos em andamento para uma união monetária entre Brasil e Argentina. Isso depois do presidente  Bolsonaro ter afirmado que já foram iniciadas negociações nesse sentido entre os governos de ambos os países.

"Há tão somente, como é natural na relação entre parceiros, diálogos sobre estabilidade macroeconômica, bem como debates acerca de redução de riscos, vulnerabilidades e fortalecimento institucional", disse a nota.

Em resposta à nota, Guedes afirmou que o BC não tinha conhecimento do assunto porque a ideia era dele, e é no momento somente uma "especulação". Segundo o ministro, o "Peso Real" poderia acontecer dentro de um prazo de 20 anos.

No Twitter, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou a ideia. "Será? Dólar valendo R$ 6? Inflação voltando? Espero que não", disse o parlamentar.