Resumo da notícia

  • Em entrevista, Bolsonaro confirmou que quer mudar as cédulas de R$ 50 e R$ 100
  • Objetivo do presidente da república é forçar a circulação de dinheiro guardado no país
  • Confirmação acontece depois de notícia ter sido classificada como "fake news" anteriormente

 

O presidente Jair Bolsonaro confirmou na noite desta terça-feira (4) que o governo está estudando a troca das cédulas de R$ 100 e R$ 50 para obrigar que o dinheiro seja depositado no sistema financeiro ou colocado em circulação. A declaração foi dada durante entrevista ao apresentador Carlos Massa, o Ratinho, no “SBT”.

O apresentador perguntou se seria verdade a conversa de mudar as cédulas,  o que foi confirmado pelo presidente. “Chegou ao nosso conhecimento mudar as de R$ 100 e de R$ 50 no prazo de um ano para trocar. Daí quem tem dinheiro guardado por aí vai ter de se virar. Vai no mercado, bota para rodar esse recurso”, afirmou.

O presidente não explicou, no entanto, qual seria o argumento para justificar a troca - ou o arcabouço legal para retirar a validade das notas antigas, dado que as cédulas da primeira família do real, que saiu de produção em 2013, ainda são válidas.

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Os boatos surgiram em maio, com versões de que o governo Bolsonaro planejava a troca das cores das notas ou as figuras de animais por personalidades históricas.

À época, diante dos questionamentos da imprensa sobre a suposta troca, o Palácio do Planalto e o Ministério da Economia foram taxativos ao negar a informação, classificando-a como “fake news”.

Um dos posts diz: "Uma jogada de mestre. Bolsonaro determinou a troca da cor das notas de real, que acontecerá até o fim de 2019".

Uma outra mensagem afirma que, como "as notas que não forem trocadas até a data-limite perderão o valor, muitos reais vão brotar de paredes, buracos e malas".

"Vai ser um castigo para os ladrões, corruptos do nosso país", diz o texto. "Vão perder fortunas por não poderem mexer nos 'seus tesouros'."

 

 

Segundo o Ministério da Economia, a Diretoria de Administração do Banco Central é quem propõe voto de alteração das características das cédulas e moedas ao Conselho Monetário Nacional (CMN). O órgão diz, no entanto, que "não houve qualquer encaminhamento ao CMN de proposta de alteração de cor das notas de real".

Bolsonaro afirmou, no entanto, que “existe essa proposta, mas depende do sinal verde da economia para saber se ela é viável”, disse referindo-se ao custo trazido pela troca do dinheiro.

 

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