O ajuste nas alíquotas do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o corte de incentivos fiscais não deve afetar apenas o preço das carnes.

Segundo a Associação Catarinense de Supermercados (Acats), são cerca de 2 mil itens que devem ser afetados pelo ajuste nas alíquotas, com ajustes entre 5 a 10% nos preços para o consumidor final.

 

 

Entre os produtos que devem ser afetados estão leites especiais (com adição de vitaminas como o cálcio, por exemplo), carnes temperadas de frango, suínos e ovinos, água mineral, queijos, pães especiais, além do frango, suíno, peixe, leite em pó e farinha de trigo.

Segundo a entidade, que fez parte do grupo de representantes do setor que criticou os ajustes na semana passada, havia uma expectativa de que o governo revisse a situação em uma nova proposta, chamada de projeto do rescaldo, o que não ocorreu. O projeto deveria ter sido entregue à Assembleia Legislativa na sexta-feira (30).

 

 

A entidade também manifestou preocupação quanto a situação prejudicar fornecedores dentro do estado: de acordo com a Acats, caso os preços sejam mais vantajosos, é possível que distribuídores e fornecedores catarinenses percam mercado para outros estados.

Segundo a Secretaria estadual da Fazenda, o projeto do rescaldo será entregue dia 10 de setembro ao legislativo. A pasta não forneceu detalhes sobre quais segmentos estão contemplados nem sobre as alíquotas.

 

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