Reitor da Estácio de Sá faculdade de medicina - em

Foto: Eduardo Montecino

O diretor em Santa Catarina da Estácio de Sá e reitor do campus de São José, Rafael Villari, fez uma visita ontem ao jornal O Correio do Povo. Nascido na Argentina e há mais de 30 anos morando no Brasil, ele contou mais detalhes sobre a instalação do curso de medicina em Jaraguá do Sul e sobre o plano de fazer na cidade um centro universitário referência em saúde.

O primeiro vestibular de medicina em Jaraguá do Sul vai ocorrer quando?

O edital do Mais Médicos prevê o início das operações em 18 meses após a assinatura do termo de compromisso, o que aconteceu há cerca de 20 dias. Em 2018 já estaremos operando, acredito que com a realização do vestibular antes de julho. No próximo ano, vamos nos instalar aqui.

Serão dois vestibular ao ano?

O edital prevê somente um vestibular ao ano, com 40 vagas.

Algum imóvel já negociado?

Ainda nada confirmado. Estamos avaliando, prospectando. Temos encontrado muitos espaços bons, com previsão de crescimento. Isso é muito importante porque a gente inicia a faculdade de medicina, mas a intenção é ter um centro de saúde.

Qual é o plano futuro, como será este centro de saúde?

A oferta de ensino superior aqui é muito forte e de qualidade nas áreas técnicas, engenharia e de gestão. Atende muito bem o perfil industrial do município. Mas na área da saúde há ainda um grande espaço a ser ocupado. Não é por acaso que o município batalhou tanto para ter medicina. A Estácio já incluiu no seu planejamento a expansão com abertura de novos cursos, a partir do quarto ou quinto ano, como o próprio edital do MEC permite. Queremos evoluir de faculdade para centro universitário oferecendo odontologia, enfermagem, fisioterapia e psicologia. Em dez anos queremos ter todos estes cursos em funcionamento em Jaraguá do Sul.

A expectativa da comunidade com a abertura de medicina é grande, que impactos o senhor projeta?

Com certeza vai ser uma mudança. É algo novo. A demanda por serviços de saúde está aumentando e vai aumentar muitíssimo na medida em que o país muda de perfil, que as pessoas têm mais acesso à informação e que passam a se cuidar. E mesmo esses profissionais em formação já vão fazer trabalho nos hospitais, nos postos de saúde. Isso vai transformar os hospitais e a rede básica, com o tempo, claro. É um projeto muito bacana, tem um impacto social muito importante em um município especial como é Jaraguá do Sul. A Estácio é uma empresa de capital aberto, segunda do país, e as pessoas me perguntam como é Jaraguá, eu sempre ressalto esse espírito de comunidade que existe aqui. Vai além dos próprios interesses. É difícil de encontrar algo assim no mundo.

Quanto o grupo deve investir para se instalar no município?

Não temos o valor fechado ainda. O que vamos fazer nesta primeira etapa, para início de operação, é construir um espaço com cinco mil metros quadrados, depois ampliaremos para oito mil metros quadrados. Esse programa Mais Médicos é um tanto diferente. Nós seremos visitados frequentemente pelo MEC (Ministério da Educação). As exigências são ainda maiores do que as tradicionais. Nossa intenção é sermos avaliados com a nota máxima, que é cinco, para isso, vamos ter que nos esforçar muito.

Como vai ser a formação da equipe?

Muita gente está querendo participar deste projeto. Vamos trazer gente de fora apenas para troca de experiência. Minha vontade é fazer esse projeto todo com gente daqui, incluindo direção, gestores. Esse projeto nasceu aqui. Toda vontade, necessidade, esforço, tudo nasceu aqui. Não faria sentido mudar isso a partir de agora. A partir de janeiro vamos intensificar os contatos com a comunidade para que todos participem desse projeto.

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Desrespeito ao Regimento Interno

Natália Petry (PMDB) fez duras críticas ontem ao descaso da Casa, já denunciado pela coluna, em relação aos projetos que estão parados sem andamento. Citou como exemplo cinco projetos de sua autoria e até um requerimento de homenagem às voluntarias da Oase, protocolado em março, e ainda sem votação, e outros 24 projetos do Executivo que estão esquecidos em alguma gaveta do jurídico.

A parlamentar ressaltou que é “uma vergonha” o desrespeito ao Regimento Interno e também lembrou que enquanto matérias importantes estão paradas, as sessões da Câmara têm durado de 10 a 15 minutos. Parece que com a ‘sacudida’ os parlamentares acordaram do pós-eleição e esticaram a plenária de ontem por quase uma hora.

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Lido projeto que proíbe vereador de ser secretário

Foi lido na Câmara ontem projeto de lei que proíbe vereador de assumir cargo no Executivo sem antes renunciar ao mandato no Legislativo. A proposta tem autoria de Arlindo Rincos (PSD), Jair Pedri (PSD), Jeferson Oliveira (PSD) e Jocimar Lima (PSDC). Para ser aprovada em plenário, a matéria, como altera a Lei Orgânica, precisa de oito votos favoráveis, o que vai gerar uma dura batalha.

Rincos garante que já busca apoio e que tem garantido seis votos, por enquanto. Os autores pretendem levar o projeto para primeira votação em plenário já nesta quinta-feira, se o prazo permitir.

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Prestação de contas

Os candidatos que concorreram à Prefeitura dos cinco municípios da microrregião entregaram as prestações de contas finais referentes à campanha eleitoral deste ano dentro do prazo. A Justiça Eleitoral tem até o fim de 2017 para julgar todas as prestações de contas, porém, os eleitos são julgados antes. Segundo a legislação, até três dias antes da diplomação, eles devem estar com as contas julgadas.

A Justiça Eleitoral também dá prioridade ao julgamento das contas dos suplentes de vereador, segundo informa o cartório eleitoral de Guaramirim, em razão de que muitos eleitos acabam sendo nomeados para chefiar secretarias municipais, cabendo ao suplente ocupar a vaga.

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Na educação

Diana Seidel será a secretária de Educação de João Carlos Gottardi (PP). A escolha aconteceu depois de uma reunião entre professores e Gottardi. Na Agricultura, o prefeito eleito deve confirmar alguém ligado à Asbanco.

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Sem dívidas

Vice-prefeito de Corupá, Loriano Rogério da Costa (PSDB) diz que não vê nenhum problema em assumir se a renúncia de Luiz Carlos Tamanini (PMDB) for confirmada. “Aqui está tudo redondo. Será uma das únicas Prefeituras do Estado a fechar o ano sem dívidas”.