Considerada uma doença crônica, a obesidade aumenta o risco de diabetes e de doenças cardiovasculares, como infarto e derrame cerebral. Além disso, ela também piora a qualidade de vida. Na coluna da semana passada, comentei, aqui, que, anteriormente, pensava-se que era só a comida que engordava. Hoje, entende-se que os mecanismos são muito mais complexos, estando envolvido o estresse crônico.
 
Em casos de compulsão alimentar, estão envolvidas a serotonina, relacionada ao bem-estar e no controle da ingestão de alimentos, e a dopamina, outro neurotransmissor relacionado com o prazer e a motivação. Quando existe uma alteração na produção dessas substâncias, podem surgir distúrbios alimentares e, ainda, a compulsão alimentar.
 
Já a tireoide, por exemplo, regula o gasto energético basal e a produção de calor. Quando o funcionamento da glândula está mais lento, pode estar associado ao aumento do colesterol e do peso.
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Tendo em vista todos esses fatores, o tratamento, tanto do sobrepeso, quanto da obesidade, requer mudanças de hábitos de vida. É importante ressaltar que não existe a dieta ideal para emagrecer. Existe, sim, a que combina com o seu estado atual de saúde.
 
Se o cortisol estiver alterado, não vai responder a alguns tipos de dietas restritivas. Se estiver com a tireoide preguiçosa, precisa de alimentos nutritivos e fonte de energia. Cada caso deve ser avaliado individualmente. Lembrando que, para emagrecer, quando se tem ajuda fica mais fácil. Nesse momento, entram o médico, o nutricionista, o psicólogo e o educador físico.
Cristiane Molon
Médica especializada em nutrologia com pós-graduação em Prática Ortomolecular e Saúde da Família, além de cursar especialização em Medicina do Esporte.