Chamou muito atenção a proposta do governador eleito do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, de introduzir em seu estado e, quem sabe, em todo país, a “Lei do abate”. A ideia consiste em treinar snipers para ficar em pontos estratégicos próximos das comunidades tomadas pelos criminosos, com autorização para atirar em qualquer alvo que tenha em sua mão uma arma de guerra (fuzil, escopeta). Obviamente que só de divulgar tal intenção, o governador já causou rebuliço.

Uma repórter chegou a questionar o fato de que os policiais poderiam se confundir com pessoas, portanto, sombrinhas (sim ela falou isso) e que um bandido “só por estar” com um fuzil não apresenta risco. Tadinha, está mal informada.

Óbvio que representa risco, e dos grandes, pois ninguém porta uma arma de uso restrito no meio da rua para brincar de polícia e ladrão. Espero que a lei seja aprovada e que valha não só para o Rio, mas também para SC. Certamente, bastará o primeiro tiro com bala de prata para acender uma luz vermelha para os demais em confronto com a lei.

Pobres anjos

Tem quem ainda defenda os pobres indefesos bandidos das comunidades com aquela velha máxima: “só estão no crime porque são pobres”. Que papinho besta! Conheço muito pobre que viveu na pindaíba e hoje se fez na vida. Isso é uma questão de educação e não de destino. Aliás, são inofensivos né? Então, veja isso:

Investigações de agentes federais dos Estados Unidos, da Argentina e do Brasil mostram que a grande quantidade de armamento apreendida no sábado (3), em quatro cidades argentinas, foi um pedido de uma espécie de "sindicato" de traficantes, um grupo composto por criminosos de vários estados brasileiros, e não somente do Rio de Janeiro.

Entre as armas apreendidas estavam fuzis AR-15 e AK-47 e pistolas 9mm. Havia também outras peças menos comuns entre as facções cariocas, como escopetas e revólveres. Sim, escopetas! Bandidos com arma de longo alcance, pois já estão querendo se defender dos snipers. Mas, para algumas pessoas, não são snipers, são apensas “sombrinhas”.