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Caixa de areia: o que o xixi do gato pode revelar sobre a saúde

Por: Coluna Pet

12/01/2026 - 10:01 - Atualizada em: 12/01/2026 - 10:06

Gatos são mestres em esconder dor e desconforto. Por isso, pequenos detalhes do dia a dia podem ser grandes aliados na detecção precoce de doenças — e a caixa de areia é um dos principais termômetros da saúde felina.

Alterações no xixi do gato nunca devem ser ignoradas. Aumento ou diminuição da quantidade de urina, idas frequentes à caixa, esforço para urinar, vocalização, sangue na urina ou xixi fora do lugar habitual são sinais de alerta importantes.

Entre os problemas mais comuns estão as doenças do trato urinário inferior felino, que incluem cistite, cálculos urinários e inflamações relacionadas ao estresse. Em gatos machos, a obstrução urinária é uma emergência veterinária grave, que pode levar à morte em poucas horas se não for tratada rapidamente.

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A frequência também importa: gatos adultos costumam urinar de duas a quatro vezes ao dia. Mudanças nesse padrão merecem investigação. O volume do xixi pode indicar problemas renais ou hormonais, enquanto a cor e o odor ajudam a identificar infecções ou sangramentos.

Outro ponto essencial é o comportamento. Gato que passa muito tempo na caixa, entra e sai várias vezes ou evita completamente usá-la pode estar sentindo dor. Fazer xixi fora da caixa não é “pirraça” — quase sempre é um pedido de ajuda.

Além da observação da urina, a higiene da caixa de areia é fundamental. O ideal é retirar os torrões e fezes diariamente, mantendo o ambiente sempre limpo. A troca total da areia deve ser feita, em média, a cada 7 a 10 dias, dependendo do número de gatos e do tipo de areia utilizada. A caixa também deve ser lavada nesse momento, preferencialmente com água e sabão neutro, evitando produtos com cheiro forte.

Quanto ao tipo de areia, o mercado oferece várias opções. As areias aglomerantes, à base de bentonita, são as mais utilizadas por facilitarem a limpeza e permitirem melhor observação do volume urinário. As areias de sílica absorvem bem o odor, mas dificultam a visualização do xixi e podem não ser bem aceitas por todos os gatos. Já as areias biodegradáveis, feitas de madeira, milho ou papel reciclado, são alternativas ecológicas e bem toleradas, desde que tenham boa capacidade de absorção.

Independentemente do tipo escolhido, o mais importante é que o gato aceite bem a textura e que a caixa esteja sempre limpa. Mudanças bruscas de areia devem ser feitas de forma gradual para evitar rejeição.

A observação diária da caixa de areia, associada a check-ups regulares, exames de urina e acompanhamento veterinário, faz toda a diferença para garantir diagnóstico precoce e qualidade de vida ao gato.

Cuidar bem da caixa de areia não é apenas uma questão de higiene: é um ato de atenção, prevenção e amor. Afinal, quando o gato não consegue dizer o que sente, o corpo fala — e o xixi também.

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