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Respirar é viver: entenda as doenças respiratórias em gatos

Por: Coluna Pet

02/03/2026 - 11:03 - Atualizada em: 02/03/2026 - 11:13

Quem convive com gatos sabe: eles são discretos até para demonstrar desconforto. Quando o assunto é sistema respiratório, essa característica exige ainda mais atenção dos tutores. Espirros frequentes, secreção nasal, olhos lacrimejando, tosse semelhante a engasgos, respiração ofegante ou com ruído são sinais que merecem avaliação veterinária.

Mas por que é tão comum ouvirmos falar em alergias respiratórias em gatos, enquanto nos cães as alergias costumam se manifestar principalmente na pele?

A resposta está, em parte, na forma como o organismo de cada espécie reage aos estímulos ambientais. Nos gatos, o sistema imunológico tende a responder a alérgenos inalados — como poeira, ácaros, mofo, fumaça, perfumes e produtos de limpeza — com inflamação das vias aéreas. Essa reação pode se manifestar como rinite alérgica ou até mesmo como asma felina, condição relativamente frequente na clínica de pequenos animais.

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Já nos cães, embora também possam apresentar problemas respiratórios, é mais comum que as alergias se expressem na pele, causando coceira intensa, vermelhidão, otites recorrentes e dermatites. Isso acontece porque, na espécie canina, a barreira cutânea costuma ser o principal “órgão-alvo” das reações alérgicas.

Nos gatos, a inflamação das vias aéreas pode ser silenciosa no início. Muitos tutores interpretam crises de tosse como tentativa de eliminar bolas de pelo, quando, na verdade, pode se tratar de bronquite ou asma. Em quadros mais graves, o animal pode apresentar dificuldade respiratória, mantendo o pescoço estendido e a boca aberta — situação que configura emergência.

Além das alergias, gatos também podem desenvolver infecções respiratórias virais ou bacterianas, especialmente quando vivem em ambientes com alta densidade populacional, como gatis ou lares com múltiplos animais. Vírus como herpesvírus felino e calicivírus estão entre os principais agentes envolvidos.

Diante de qualquer sinal respiratório persistente, o primeiro passo é procurar avaliação veterinária. O exame clínico detalhado pode ser complementado por exames como radiografia torácica, hemograma, testes específicos para doenças infecciosas e, em alguns casos, avaliação cardiológica para descartar causas secundárias.

O tratamento depende da causa identificada. Pode incluir anti-inflamatórios específicos, broncodilatadores, antibióticos quando indicados, controle ambiental e ajustes no manejo da casa. Reduzir poeira, evitar fumaça de cigarro, optar por areias menos pulverulentas e manter o ambiente bem ventilado são medidas importantes.

No Hospital Veterinário Amizade, contamos com a Dra. Ana Carolina, médica-veterinária especializada em pneumologia veterinária, preparada para realizar investigação completa dos quadros respiratórios felinos, indicar exames específicos e instituir o tratamento mais adequado para cada paciente.

Gatos respiram com delicadeza — e qualquer alteração deve ser levada a sério. Cuidar da saúde respiratória é garantir qualidade de vida, conforto e bem-estar para esses companheiros tão sensíveis quanto especiais.

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Mais saúde e qualidade de vida para o seu pet com dicas do Hospital Veterinário Amizade. Idealizado pela Dra. Daniela Brecht, médica-veterinária especializada em dermatologia, o Hospital Veterinário Amizade é referência regional por sua estrutura completa, especializada em cães, gatos, aves e animais exóticos, e pela excelência no atendimento médico-veterinário-hospitalar.