A presença de smarphones em sala de aula é tratada com critério em SC

Por: Editorial

01/03/2024 - 06:03 - Atualizada em: 29/02/2024 - 20:30

Pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dão conta de que o Brasil possui uma assombrosa média de 2,2 dispositivos digitais por habitante. Isso equivale a cerca de 465 milhões de aparelhos no Brasil. Favorável ou desfavoravelmente, parcela significativa desse arsenal tecnológico estão ‘online’ e ‘full-time’ dentro de grande parte das escolas brasileiras.

A decisão de países avançados em educação de abolir o uso de celulares nas escolas, tem gerado debates e reflexões sobre o papel da tecnologia na educação e no desenvolvimento dos alunos. A proibição dos celulares em sala de aula levanta questões importantes sobre os impactos do uso excessivo de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar e no processo de aprendizagem.

Ao adotarem medidas para abolir ou restringir o uso de celulares, países como a França, Finlândia, Estados Unidos, Canadá, Espanha, Portugal, México, Holanda, Escócia, Suíça e algumas regiões da Austrália, estão buscando promover um ambiente mais propício ao ensino, concentração e desempenho dos estudantes. A presença exacerbada de celulares nas escolas tem sido associada à falta de atenção, de concentração, até mesmo, ao bullying virtual, prejudicando o ambiente educacional e o bem-estar dos alunos.

Países com olhar visionário para a educação entendem que essas medidas estimulam a interação pessoal, o desenvolvimento de habilidades sociais e a concentração dos estudantes em atividades essencialmente educativas, além de proporcionar formas mais saudáveis de comunicação e de aprendizagem, com ambiente mais colaborativo e enriquecedor. Esse olhar crítico considera, todavia, que os dispositivos eletrônicos podem ser ferramentas úteis para o ensino e a pesquisa, desde que sejam pedagogicamente aplicadas.

Embora ainda não tenhamos uma lei nacional, Santa Catarina e, particularmente, Jaraguá do Sul, seguem essa postura dos países avançados. Enfim, é fundamental que a discussão sobre o uso deliberado de celulares nas escolas seja pautada com senso crítico, visando promover um ambiente educacional que estimule o aprendizado, o desenvolvimento pessoal e a socialização dos alunos.