A crise sanitária da pandemia concentrou o assunto na prevenção da COVID, mas a dengue, nossa velha conhecida, segue fazendo vítimas. De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou 928 mil casos de dengue, 68 mil casos de chikungunya e 6 mil casos de zika, até setembro de 2020 - últimos dados fornecidos.

Como sabemos, todas estas doenças são transmitidas pelo Aedes Aegypti.

Foram menos casos em 2020 se compararmos com o ano de 2019, isso pode ser explicado em parte porque as pessoas ficaram mais em casa, expondo-se menos aos mosquitos.

Embora a nossa atenção esteja canalizada para a prevenção da COVID, não podemos esquecer de tomar os cuidados básicos de controle do mosquito da dengue, eliminando todos os locais com água parada em nossas casas onde ele possa se reproduzir, e tomando cuidado para não ser picado pelo Aedes.

Os sintomas da dengue são: febre, dores musculares, dor nos olhos, dor de cabeça e falta de apetite. A dengue pode agravar outras doenças, principalmente em pessoas com diabetes, hipertensão e idosos em geral, causando uma descompensação da doença pré-existente.

Então, amigas e amigos, prestem atenção nestas dicas para não serem picados:

  • O Aedes Aegypti voa a meio metro de altura; pica mais nos pés, tornozelos e pernas. Em locais abertos, use calças compridas e meias;
  • Seus horários preferidos são o começo da manhã e final da tarde dos dias mais quentes;
  • Sua picada, geralmente, não dói nem coça;
  • Ele não ataca durante a noite, só durante o dia;
  • Dentro de casa, ele se esconde debaixo de sofás e de móveis;
  • A maioria dos repelentes elétricos funciona contra ele, deixe o aparelho ligado durante o dia e proteja-se quando estiver em casa;
  • Use repelente na pele exposta quando sair de casa;
  • E não se esqueça de eliminar as águas paradas onde ele possa se reproduzir.

A máscara, o distanciamento e a higiene das mãos previnem a COVID enquanto a vacina não vem. Evitar a picada previne a dengue.

Cuide-se neste verão perigoso.