Quando vejo o pessoal postando nas redes sociais na atualidade “Pedal de hoje pago – 30Km!”, ou quem sabe dessa forma: “Hoje me superei, pedal de hoje, 57Km!” Fico pensando nos tempos em que a “zika” só era utilizada como meio de transporte, para ir e voltar do trabalho, ou escola.

Nos dias de hoje, a “magrela” passou a ter um outro status, como meio de lazer e até de condicionamento físico. Que bom que isso aconteceu, pois o andar de bicicleta além de ser um hábito saudável, é também divertido.

Na minha vida tive três bicicletas, um triciclo Bandeirante, uma Monareta azul e minha Monark Ranger. E é justamente ela, que será o mote para minha crônica dessa semana.

No final dos anos 80, início dos anos 90, a febre das moutain bikes assolava a juventude, como eu estudava no HOMAGO e morava no centro, meus pais decidiram que eu deveria comprar uma bicicleta para ir pro colégio.

Saí todo feliz, fui até um loja da cidade comprar minha “Zika”, entre todos os modelos apresentados pela vendedora, escolhi a tal Monark Ranger preta, com adesivos fluorescentes, não importava que ela não tinha marchas, que era "simplezinha", mas aquela seria “A” bicicleta!

A vendedora passou-me as condições de pagamento e voltei pra casa todo empolgado para conversar com meu pai e poder o mais breve possível voltar até a loja para buscar a tão sonhada “magrela”.

Após ter passado as condições de pagamento para o meu pai, seu sim soou nos meus ouvidos como um hino de louvor! Voltei no mesmo dia até a loja, acompanhado de alguém aqui de casa com o carro para poder trazer a bicicleta encaixotada pra casa.

Chegamos em casa, fomos montar a bicicleta e nisso chega minha mãe, com seu olhar de Raio X e diz: “Essa bicicleta não tem paralamas!” eu falei pra ela que era o estilo da bicicleta e que elas não tinham paralamas mesmo...

Minha mãe só falou: “Pode levar essa bicicleta de volta, como é que tu irá pra escola quando tiver chovendo? Vai sujar toda a tua roupa de barro!” Tentei argumentar, pedir, implorar, mas ela (como sempre) foi irredutível. Lembro do meu pai encaixotando a bicicleta, colocando-a no porta-malas da Belina e de nós voltando pra loja.

Na loja, a vendedora veio ao nosso encontro, meu pai conversou com ela solicitando a troca. A vendedora disse que a mercadoria não poderia ser trocada, não lembro agora qual o motivo que ela alegou.

Meu pai queria trocar minha mountain bike, por uma Barra Circular! Meu Deus, imaginem eu, um adolescente de 16, 17 anos, todo metido, andando com uma Barra Circular? Mas jamais! Meu pai chegou a dizer que pagaria mais caso tivesse uma bicicleta com paralamas para ser trocada por aquela que eu havia levado, falou com gerente, falou com todos da loja, mas as propostas do meu pai não foram aceitas.

O que nos restou foi colocar a bicicleta no carro novamente, voltar com ela pra casa e preparar os ouvidos para o sermão da minha mãe. E rezar para que não chovesse nos dias seguintes quando eu fosse com minha tão sonhada bike para o Colégio.

Enfim, são coisas da vida, são experiências como estas, que embora pareçam simples, contribuem muito para nosso aprendizado. Acredito que se hoje, meu pai oferecesse uma Barra Circular, eu iria adorar!

Vivendo, aprendendo e crescendo sempre!

No Pirata

Mais uma final de semana de lockdown aqui no estado e consequentemente, o Pirata obedecendo as determinações advindas do decreto não abrirá suas portas nesse final de semana. Com certeza, temos muito que nos cuidar pois a situação não está nada fácil.

Precisamos aguentar firmes mais um pouco para que possamos em breve estarmos nos reunindo novamente, com muita alegria, boa música e aquela cervejinha sempre gelada que é praxe da casa.

Se correr o bicho pega...

Enquanto nossos governantes não decidem o que fazer com a vida da gente, temos que continuar nos cuidando, adotando todos os protocolos de segurança e fazendo a nossa parte, pois se esperarmos por eles, estamos ferrados.

Lockdown geral, ou só nos finais de semana? É aquela vela história: “Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!”

Fico perplexo que essas decisões sempre parte daqueles que tem condições de sobreviver com seus polpudos salários, sendo que, mesmo se fechar tudo, continuarão recebendo seus salários, enquanto o povo, ó!

Amoração

Lembrando que o bazar Amoração, promovido pela Associação dos Voluntários do Hospital São José, acontece ainda nesse final de semana, nos dias 12 e 13 e também, nos dias 19 e 20.

Lá você pode adquirir roupas, acessórios calçados, tudo por um precinho pra lá de especial e de quebra ainda, auxiliar a associação dos voluntários que prestam um maravilhoso trabalho dentro do nosso Hospital.

Vale a pena lembrar que para o acesso ao bazar, devem ser obedecidos todos os protocolos de segurança, como o uso de máscaras, distanciamento e o álcool em gel.

Fica o toque para que o bazar mudou de endereço, agora funciona na Rua Padre Pedro Francken, 250, na Rua do Terminal Rodoviário, próximo ao Restaurante Madalena.

Vamos embora que a litorina não espera.
Até semana que vem!