Para o povo mais experiente que eu, ou da mesma faixa etária, devem lembrar dos tempos em que aqui nas terras do Coronel Jourdan, não existiam grandes redes de supermercados e a maioria das coisas eram compradas nas vendas.

Parece que ainda sinto o aroma daqueles estabelecimentos, uma mistura de material de limpeza, com defumados, guloseimas, aquelas bobinas de papel cor de rosa ou verde água sobre o balcão e os vendedores que chamavam os clientes pelo nome.

Ao final das compras sempre se ouvia aquela pergunta: “Vai pagar à vista, ou é para marcar na caderneta?” Sim, a caderneta era o crediário, numa época em que não se falava em cartões de crédito, pix ou bitcoins, o que era transcrito para as linhas daquele pequeno caderno era o que valia.

Lembro que uma caderneta ficava na venda e a outra, com as mesmas transcrições, era trazida para casa, onde o cliente fazia o controle dos gastos realizados naquele estabelecimento e quando era o dia do pagamento, a caderneta era levada até a venda juntamente com o total gasto e o caixa rabiscava por cima dos escritos assinalando que a compra havia sido paga.

Fui entender isso muito mais tarde, pois no meu pensamento de criança, eu poderia comprar o que eu quisesse na venda e desde que as compras estivessem marcadas na caderneta estaria tudo certo.

Já imaginava os inúmeros “cartuchos” feitos com aquele papel cor de rosa, cheios de balas picadas, poderia comprar aqueles guarda-chuvas de chocolate, suspiro quadrado, sorvete seco, suquinhos naquelas embalagens plásticas em formato de animais, revólver, automóveis, sem data de fabricação ou validade, coisas que deixariam nos dias de hoje, a galera da Vigilância Sanitária em polvorosa!

Uma lembrança que tenho é que meus pais possuíam caderneta na venda do Mahnke, na quitanda da dona Marta Klein e no açougue do Theilacker, ô tempo bom e lembranças boas dessa época.

Escrevendo todas essas lembranças, vaio um questionamento a minha mente: “Será que naquele tempo as pessoas possuíam mais confiança nas outras, ou será que as pessoas agiam de forma mais correta?

Nos dias atuais, temos SPC, SERASA e tantos outros mecanismos para verificar o crédito das pessoas e mesmo assim, muitas vezes acontece de os comerciantes receberem um calote. É minha gente, os tempos são outros, a nossa realidade é outra!

Quem dera se pudéssemos voltar aos tempos da caderneta. Sei que existe o fator da praticidade envolvido nessas questões, o tempo também é um outro fator preponderante, imaginem a demora na fila de um grande supermercado se no caixa, o atendente tivesse que marcar as compras em cada caderneta.

Mas a questão não é essa, estou me referindo a confiança, aquela confiança que existia entre o comerciante e seu cliente, coisa difícil de se encontrar nos dias de hoje.

Que essa crônica sirva para pensarmos um pouco e que nos faça entender as mudanças de comportamento das pessoas com o passar do tempo, que possamos ser confiáveis ao ponto de podermos marcar mais nas cadernetas!

No Pirata

Atenção marujarada amiga, com o novo decreto, fica proibido até segunda ordem apresentação de música ao vivo nos estabelecimentos, mas o nosso Pirata Rock Bar, continua firme e forte buscando alternativas para continuar com aquele atendimento padrão que é um dos diferenciais da casa.

Então a opção para sexta-feira e o sábado, é o cardápio de lanches e petiscos para serem saboreados na companhia daquela cervejinha estupidamente gelada, retirada das profundezas do baú do Capitão. Lembrando que o bar abre suas portas às 17h e encerra as atividades às 22h.

Vale ressaltar que a casa está seguindo todas as normas de segurança exigidas para o combate e enfrentamento ao COVID-19, por isso solicita o apoio de todos para isso!

Sendo obrigatório o uso de máscaras ao circular pelo bar, a utilização de álcool gel para higienizar as mãos e o respeito ao distanciamento das mesas e pessoal.

O público está limitado a 30% da capacidade da casa. As mesas poderão ter no máximo 4 pessoas.

Casa Treë

Essa é uma das delícias do cardápio da Casa Treë, eu provei e aprovei!

A Casinha mais simpática da Domingos da Nova, também atendendo ao novo decreto, que proíbe apresentações musicais ao vivo, oferece ao seu público habituée as opções e variedades dos seu cardápio repleto de lanches, petiscos e drinks pra lá de especiais preparados com todo o carinho pela equipe da casa.

Vale lembrar que a casa atende também pelo delivery, quem quiser provar as delícias da Casa Treë, basta ligar para o número: (47)99700.7159, solicitar o cardápio e fazer seu pedido.

Vamos embora que a litorina não espera.
Até semana que vem!