Texto escrito por Ana Kamila

Estamos no clima de fim de ano e é mais do que cultural que a gente comece a refletir sobre o que 2020 nos trouxe de aprendizado. Hoje, vou te ajudar a pensar sobre o futuro e falar sobre um assunto que precisa ser explorado cada vez mais: previdência privada.

Podemos ver uma mudança de comportamento importante na geração Z: a maioria dos jovens já não está mais preocupada em comprar o seu primeiro carro aos 18 anos. Hoje, eles pensam em começar a investir. A aposentadoria, por exemplo, pode estar longe, mas eles estão cada vez mais entendendo que planejá-la cedo é sempre a melhor decisão. Por isso, vamos falar sobre os caminhos possíveis para investir seu dinheiro.

Os planos de previdência privada são separados em duas classes: PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). A maior diferença entre eles está na tributação, então é importante identificar qual dos planos melhor se encaixa com a sua situação.

No PGBL, o investidor pode usar o valor investido para descontar o imposto na declaração anual, com o limite de até 12% da renda bruta. Por um lado, esse benefício traz uma economia anual de impostos. Por outro, no momento do resgate, o imposto de renda será cobrado sobre o valor total investido, devido à economia gerada ao longo dos anos. Este plano é recomendado para quem faz a declaração na modalidade completa. Considerando que a previdência é um investimento de longo prazo, a alíquota de imposto pode chegar a 10%. É o único investimento no mercado que pode chegar nesta faixa.

O VGBL não concede a possibilidade de abatimento na declaração do IR, além de ter o imposto incidindo apenas sobre os rendimentos no resgate. Este é o plano para quem é optante do modelo simplificado do Imposto de Renda. A previdência nada mais é do que um investimento somado a benefícios fiscais, o que incentiva as pessoas a pouparem e a pensarem no longo prazo.

Há diversos planos no mercado, tanto em bancos quanto em corretoras. Uma dica: é preciso estar de olho nas armadilhas feitas pelos bancos. Muitos cobram taxas abusivas e entregam produtos com rentabilidade ruim.

Além disso, essas instituições costumam oferecer o produto aos clientes apenas para cumprir metas e não pensando na melhor decisão para o seu futuro. Vale citar também que a previdência pode ser um veículo de sucessão patrimonial: no ato da contratação, o investidor pode definir beneficiários, ou seja, quem receberá o recurso na falta dele.

Como em Santa Catarina ainda não há incidência de Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), no exemplo de uma herança, não ter o imposto a pagar gera uma economia e eleva o saldo do patrimônio. Por isso, pense no longo prazo e entenda se começar a investir em previdência privada é um bom caminho para você em 2021.

Ana Kamila. Contato: ana.casagrande@warren.com.br | warren.com.br