Texto escrito por Ludmila Marques

Existe uma variedade de produtos no mercado financeiro. Para fazer uma escolha bem informada, é muito importante que o investidor tenha conhecimento das diversas opções que tem disponível. Assim, construir uma carteira que combina com os seus objetivos se torna muito mais fácil.

Entre as opções de investimentos, temos os títulos públicos federais, que são títulos de crédito, emitidos pelo governo. Na prática, o investidor de um desses títulos empresta dinheiro ao governo, recebendo no vencimento o valor acrescido de rendimentos conforme a taxa contratada. A rentabilidade pode ser pré-fixada, pós-fixada ou ainda atrelada ao índice IPCA.

E os fundos de crédito privado, como funcionam? Assim como os títulos do governo, o investidor empresta seus recursos ao investir. A diferença é que o empréstimo é destinado a instituições financeiras e empresas privadas. Um fundo de crédito privado irá realizar a compra destes ativos para, no mínimo, 50% do seu patrimônio líquido.

Após acumular uma perda no início deste ano, no momento mais crítico da economia decorrente da pandemia, estes fundos vêm se destacando por sua rentabilidade, quando comparados aos títulos públicos como as Letras Financeiras do Tesouro (também conhecidas como LFTs).

Um dos fatores a impulsionar os investimentos em títulos privados é o ajuste nos prêmios, que estão com os preços próximos ao valor que estavam no período pré-pandemia.

Além disso, houve uma redução da força vendedora, o que permite aos gestores maior margem para realizar a administração da carteira para compra de ativos, sem precisar liquidar bons papéis a qualquer preço para honrar os resgates.

Outro fato importante em relação a essa categoria de investimentos. Em maio deste ano, o Congresso aprovou a possibilidade do Banco Central comprar títulos de crédito privado se necessário. Isto para auxiliar os ajustes de mercado em momentos de baixa liquidez. Essa prática já acontece em vários bancos centrais do mundo, como no FED, nos EUA.

No paralelo, os títulos públicos estão sofrendo com o aumento do risco fiscal do país. E pensando especificamente em LFTs, ainda observamos investidores em busca de outros instrumentos para liquidez.

É importante observar que os fundos de crédito privado possuem maior volatilidade. Como vimos neste ano, estes investimentos podem ter meses negativos, portanto, ao investir nesta categoria, é necessário ter uma visão de médio a longo prazo.

Seguimos com um mercado repleto de oportunidades para diversificar e balancear a carteira de investimentos. O ideal é que o investidor busque todas as informações antes de aplicar, ou ainda converse com um especialista para auxiliar nesta estratégia.

 

 

Ludmila Marques. Contato: ludmila.marques@warren.com.br | warren.com.br