♫ “Faz assim, faz assado/ Imaginação, vai pelo ralo/
Internaliza sempre/ Te ensinaram tudo errado/
Deixa assim, faz igual/ Ao coleguinha do lado/
Que vai ser sucesso/ O mundo quer você quadrado”
(Robozin, Supercombo).

Uma das discussões que mais me fascinam é a possibilidade de robôs passarem a ter consciência. Como quase tudo, não tenho certeza de nada (e me apego a um pensamento que diz que um homem com dúvidas é um homem livre). Logo, de fato, não sei se esse dia – dos robôs conscientes – vai chegar. Se será bom ou ruim? Também não sei dizer.

Ah... esses gentis, misteriosos e ameaçadores robôs!

Não é de hoje que o cinema aborda o tema. Os maiores exemplos das telonas de robôs conscientes são, na minha opinião: Hal, de 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968); os replicantes, de Blade Runner (1982); O Exterminador do Futuro (1984 e sequências); o menino androide criado para amar seus pais, de A.I. – Inteligência Artificial (2001); Sonny, de Eu, Robô (2004, baseado no livro homônimo do grande Isaac Asimov, de 1950); Ela (2013); Ava, a sexy robô de Ex_Machina (2015); e a Mãe, de I am mother (2019).

Nos seriados, além de alguns fantásticos episódios de Black Mirror, ganham destaque os androides e inteligências artificiais de Westworld; Love, Death + Robots; e a fabulosa Arisa, de Better than us.
Óbvio, ainda há os inesquecíveis C-3PO e R2-D2, da série Star Wars, e a família Jetsons!

A vida imitará a arte?

A pergunta inevitável: os robôs ou a inteligência artificial alcançarão um patamar tão alto de discernimento e empatia? De conhecimentos absolutos, não há dúvidas que já superam os homens. Mas, quanto a estes dois, entre outros mais humanos, aspectos?
Viveremos num futuro fugindo de robôs astutos assassinos, como em O Exterminador do Futuro, ou cercado de mordomias inteligentes como em Os Jetsons? Ou nenhum dos dois?

As leis da robótica.

Isaac Asimov, escritor acima mencionado, criou três leis (ou princípios) para os robôs:

1ª Lei: Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.

2ª Lei: Um robô deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos exceto nos casos em que tais ordens entrem em conflito com a 1ª Lei.

3ª Lei: Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a 1ª ou 2ª Leis.

Chegaremos ao ponto de ter que discutir tais leis? Ou já chegamos? Alguns dos títulos acima sugeridos – se não todos – tratam de maneira direta ou indireta o tema.

O que pode nos diferenciar.

A discussão é longa e não sei se finita. O que ainda nos fará ganhar algum tempo em relação aos robôs são a criticidade e a criatividade. Não sermos quadrados, concordam?