“♫ Nem tudo é como você quer/ Nem tudo pode ser perfeito/ Pode ser fácil se você/ Ver o mundo de outro jeito” (Não olhe pra trás, Capital Inicial).

Quando veio a primeira pancada da pandemia, quando as pessoas começaram a perceber de verdade o tamanho da bucha, a terem consciência da gravidade da situação, poucos tinham noção de quanto tempo demoraria e quais seriam as reais consequências. Raul Seixas estaria na crista da onda com o seu “O dia em que a Terra parou...”.

A Terra não parou propriamente, mas o tempo passou. Logo vamos bater os dois anos de estranha convivência com um ser invisível a olho nu e que tirou a vida de milhões de pessoas pelo mundo e deixou outras tantas com sequelas.

Mas, se é possível ver um lado bom, há a aceleração em muitos segmentos que a pandemia provocou.

Mudanças aceleradas

Em que pese o número de empresas fechadas, especialmente nos ramos do entretenimento e da gastronomia, a necessidade de soluções proporcionou a agilização de muitas ideias e processos.

As vacinas são só um exemplo: em tempo recorde, várias indústrias de diversas partes do mundo as desenvolveram – de diferentes estirpes – para o combate do atual coronavírus. Esta velocidade e as novas técnicas serão, sem dúvida, utilizadas em pesquisas de outras doenças.

Projetos que estavam sendo preparados para daqui quatro, cinco ou dez anos foram catalisados. Houve um sensível incremento no investimento em tecnologia em diversas áreas.

Mais drones auxiliando em entregas, mapeando cidade e monitorando pessoas; robôs entregando alimentos em restaurantes e hotéis e, em ambientes de risco, recolhendo lixo; inteligência artificial avançando na avaliação de laudos e pessoas; câmeras térmicas sendo utilizadas em supermercados e aeroportos para medir temperaturas em volume maior; novas tecnologias para higienização de ambientes e aumento do uso e da qualidade de aplicativos de videoconferência são outros exemplos.

O avanço das empresas solidárias

O terceiro lado da pandemia é a mobilização solidária de grandes empresas.

A Ambev criou programas para ajudar bares e restaurantes. A Magazine Luiza trouxe para seu marketplace pequenos negócios, prorrogou o pagamento nos pedidos de produtos e criou um fundo emergencial de amparo às pequenas revendedoras.

Algumas empresas criativamente transformaram parte de seus parques fabris, como, por exemplo, a Ambev, que adaptou sua linha de produção para produzir álcool em gel e o grupo Alpargatas (sandálias Havaianas) passou a produzir máscaras médicas e calçados especiais para os profissionais na linha de frente do combate à pandemia

Como se percebe, em momentos difíceis a criatividade e a tecnologia podem fazer grande diferença.