♫ “And the men who hold high places/
Must be the ones who start/
To mold a new reality/
Closer to the heart/
Closer to the heart”
(Close to the heart, Rush).

A internet é épica. Tudo de bom, muito bom, ruim e muito ruim pode ser encontrada nela. Com pouca fome e muito tempo pode se passar quase infinitas horas navegando pelos seus mares praticamente sem fim.

De tudo um muito.

Ferreiros, artistas, filósofos, agricultores, capitães de todas as naus podem ser encontrados navegando com ou sem destino na grande rede.

Embora resultado de um embrionário projeto militar dos tempos da Guerra Fria, aquela que separava capitalistas de comunistas, com uma cortina de ferro lá na Europa, o grande passo da internet para ser como é hoje foi dado há 30 anos, em Los Angeles, em uma troca de mensagem parcialmente frustrada entre duas universidades.

De lá para cá a internet virou um poderoso instrumento.

Artes e guerras.

Ao mesmo tempo que artistas de todos os matizes divulgam suas artes e (quase) qualquer um em (quase) qualquer parte do mundo pode ter acesso a (quase) todos os seus trabalhos, também há cavaleiros do apocalipse que divulgam as mais infames crueldades, seja na rede convencional seja na dark web.

Filósofos que semeiam novas mentalidades ou antigas ideias buscando o bem da humanidade e pseudo-filósofos enriquecendo às custas dos desesperados ou vendendo ideias anacrônicas com novas roupagens para criar o caos e separar as pessoas.

Profissionais de alta capacidade humildemente compartilhando toda boa informação, com espírito altruísta, querendo elevar o potencial da sociedade, e arrogantes doutores do nada cujos profundos conhecimentos foram conquistados com a árdua leitura de duas ou três (se tanto) páginas da internet.

Você pode ser o capitão.

Com o mapa traçado e o destino correto, você pode ser o capitão do seu destino e de quem em lhe tem por espelho, mesmo no infinito mar da internet. Como cantou o Rush ali no começo, são “os homens de altos cargos que devem começar a moldar a nova realidade, mais próxima do coração”.

Esses homens não são necessariamente os CEOs das grandes empresas biliardárias; são, também e principalmente, os donos dos pequenos negócios, pais, mães e professores.

Quem é do Sul conhece outra música do Rush (The spirit of radio), embora talvez não saiba (era tema do Jornal do Almoço). Um trecho dela cabe aqui: “há mágica em seus dedos para o espírito sempre persistente”. Viva a internet que democratiza e permite tudo isso.

A música tema de hoje foi sugestão/desafio do amigo Ari de Souza. Taí. Missão dada, missão cumprida.