♫ “Contra todos/ E contra ninguém/
O vento quase sempre/ Nunca tanto diz/
Estou só esperando/ O que vai acontecer”
(Música urbana, Capital Inicial).

Em tempos de pandemia e quarentena muitas vezes fica difícil desconectar dos problemas. Sou daqueles que acredita que a culpa não é da mídia e nem da imprensa. É nossa, que não sabemos refletir, filtrar e discernir.

É mais fácil aceitar e concordar ou criticar por criticar. Imprensa livre é um dos maiores pressupostos da democracia. O que falta, de fato, é conhecimento. Há muita informação e pouca compreensão.

Três notícias que não ganharam tanto destaque me chamaram a atenção na semana que passou. Aí estão.

A safra recorde.

A expectativa da safra agrícola brasileira deste ano é de superar a do ano passado e bater novo recorde. Inicialmente os números apontavam em torno de 3% e em abril foram ajustados para 1,5% de aumento. O levantamento do IBGE indica crescimento de aproximadamente 3,9 milhões de toneladas.

O agronegócio no Brasil é referência em vários aspectos e seu sucesso está intimamente ligado à tecnologia e inovação. A utilização de big data, inteligência artificial, internet das coisas (IoT), bionanotecnologia, drones, entre outros, estimula e auxilia na melhora de qualidade e produtividade. Startups voltadas à agricultura, ou agrotechs, têm ganhado muito espaço nesta dinâmica. E muitas delas são brasileiras.

As uvas e a safra das safras.

Vários especialistas estão empolgados com a safra 2020 de uvas no Brasil, especialmente na Serra Gaúcha. Alguns dizem que é melhor desde 2005; outros que é a “safra das safras”.

As colheitas tiveram que sofrer alguns ajustes operacionais por causa dos decretos decorrentes do coronavírus, mas, ao que tudo indica, as vinícolas estão conseguindo superar os percalços.

Como juntar fisicamente os especialistas não é recomendável, circula um vídeo nas redes sociais com grandes nomes da enologia dando essa boa notícia. Um brinde à tecnologia!

Terrorismo tupiniquim.

A violência tem várias facetas. Na esfera virtual também há violência. Além das que já foram comentadas nesta coluna, uma ainda tem discreta cobertura da mídia, embora venha ganhando visibilidade nas últimas semanas, com uma alcunha sugestiva: a milícia digital.

A expressão tenta captar a força e importância de grupos que utilizam as redes sociais para manchar a reputação da vítima sob todos os aspectos possíveis. Ou para criar a falsa impressão de apoio gigante de quem querem defender.

O tema exige que eu volte, inclusive para comentar sobre um nome escrito errado em 80 milhões de tuítes, como se 80 milhões de pessoas fossem cometer o mesmo exato erro.