“♫ Quando não houver saída/ Quando não houver mais solução/ Ainda há de haver saída/ Nenhuma ideia vale uma vida “ (Enquanto houver sol, Titãs).

Quando se busca uma sociedade mais justa e equilibrada, os pensamentos e atitudes não podem ser ensimesmados ou umbilicais. Não há como gozar uma vida tranquila se a comunidade padece de algum mal. Mais cedo ou mais tarde esse mal, de uma ou outra forma, acaba batendo à parta de quem estava, até então, se sentindo tranquilo.

Jaraguá do Sul

Jaraguá do Sul é um exemplo, quase um oásis no deserto. Comunidade, associações de diversos segmentos e naturezas, empresários e empresas da iniciativa privada e governo (em seus vários braços), em regra, trabalham de mãos dadas para proporcionar uma vida melhor aos seus cidadãos.

Há o que melhorar? Sem dúvida, muita coisa e algumas em boa escala. Mas, ainda assim, é uma cidade acima da média (e que isso não seja usado para justificar qualquer inércia em relação ao que pode ser aprimorado). E o movimento da inovação cresce por aqui.

Inovação

Inovação pode ter várias definições. Criar algo novo é a mais comum. Contudo, variáveis podem advir daí. Buscar soluções diferentes para velhos problemas. Quebrar paradigmas. Explorar (ou juntar) novas ideias. Gerar novos valores para antigos conceitos ou perspectivas. Ser criativo.

Há livros sobre inovação, o que demonstra que, ao mesmo tempo que parece simples, traz uma carga de complexidade em seu bojo. O importante é que já se percebeu que, nesse novo mundo competitivo e tecnológico, é necessário estimular a cultura de inovação. Com ela, constante e avante, soluções para a sociedade surgirão mais constantemente.

Prêmio Innovare

O Prêmio Innovare, segundo seu próprio site, tem como objetivo identificar, divulgar e difundir práticas que contribuam para o aprimoramento da Justiça no Brasil. Existe desde 2004, com mais de sete mil trabalhos analisados pela comissão julgadora. É um exemplo de organização sistemática de iniciativas inovadoras buscando melhorias para a Justiça. E isso afeta, direta ou indiretamente, todos os brasileiros.

Agora, a 18ª edição conta com um programa desenvolvido em Jaraguá do Sul, oriundo de uma parceria entre o Conselho Penitenciário local, o SENAC e o DEAP, com conhecimento do Poder Judiciário e do Ministério Público, e que consiste em aulas para formar apenados como desenvolvedores de websites. É um trabalho piloto que poderá ser multiplicado em diversos presídios Brasil afora.

Dois fatores para levar esta ideia adiante foram considerados, além de experiência similar nos EUA: boa parte dos apenados aqui da região é jovem e grande parte dos egressos do sistema prisional tem dificuldade de se recolocar profissionalmente.

Os alunos que concluírem esse curso terão uma oportunidade de mudar de vida, até porque, para ficar apenas em um exemplo, já existem diversas plataformas que intermediam trabalhos entre quem precisa deste tipo de serviço e os desenvolvedores. Não há, em regra, contato pessoal entre os contratantes e o trabalho é remunerado quando concluído, ao valor de mercado e sem preconceitos arraigados.

Inovação, então, talvez também possa ser definida como criar reais oportunidades para quebrar círculos viciosos. Enquanto houver sol...