A ferrovia cumpre um papel essencial no escoamento da produção de grãos para o Porto de São Francisco do Sul, no litoral Norte de Santa Catarina.

Anualmente, são cerca de 700 trens que chegam ao complexo portuário, carregados de soja e milho, principalmente. Estas composições transportam mais de 3 milhões de toneladas, metade da exportação de cereais realizada pelo Porto todos os anos. O restante chega por meio de caminhões.

A maioria dos grãos é proveniente de Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul e alcança o Porto por meio do corredor ferroviário que liga Mafra, no Planalto Norte, ao Porto de São Francisco, num trajeto de 170 quilômetros.

Em Corupá, a 80 quilômetros do complexo portuário, é feito o transbordo e distribuição dos vagões que seguem para São Francisco. Como as composições circulam entre 25 a 30 quilômetros por hora, esse percurso demora cerca de duas horas e meia - e tem sido a muito tempo um problema consistente para moradores da região, familiarizados com a interrupção do trânsito pela passagem dos trens.

Em média, cada trem da empresa Rumo é composto por 80 vagões, que transportam em torno de 50 toneladas cada um.

Assim, todos os anos, aproximadamente 57 mil vagões são descarregados em três locais do complexo portuário: no terminal graneleiro, administrado pelo Porto, e em mais dois terminais privados, Terlogs e Bunge.

A partir daí, os grãos seguem por uma longa esteira aérea, chamada de correia transportadora, até chegar aos navios cargueiros que têm, na sua maioria, a Ásia como destino final.

A administração do Porto é responsável pela manutenção da estrutura ferroviária no interior do complexo.

“Temos investido prioritariamente para otimizar a descarga dos trens”, explica o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, salientando que foram disponibilizados dois funcionários exclusivamente para a conservação do espaço. “Essa iniciativa gera uma economia aos cofres públicos de R$ 1 milhão por ano, já que não é necessário contratar um serviço externo”.

Enquanto o porto de São Francisco investe em otimizar a descarga dos trens... talvez seja uma boa hora para avançar no tão pedido contorno ferroviário para a região do Vale do Itapocu.

Falando em portos..

O Porto de Imbituba, no Sul do Estado, segue crescendo. A movimentação de carga em setembro atingiu 660,9 mil toneladas. O resultado, além de representar uma alta de 9,6% em relação ao mesmo período do ano passado, é a melhor marca que se tem registro para o mês de setembro na história do porto.

Justiça

A Quinta Turma do Tribunal Superior do Trabalho rejeitou o recurso interposto pelo HSBC Bank Brasil S.A. - Banco Múltiplo contra decisão que o condenara ao pagamento de indenização de R$ 100 mil por danos morais coletivos em caso que envolve discriminação religiosa no ambiente de trabalho. Segundo o colegiado, o banco deixou de cumprir os requisitos processuais para a viabilidade do recurso. A situação que culminou na ação se deu em 13 de maio de 2010, quando um pó branco apareceu nas mesas dos empregados da agência. Uma colega acusou a bancária, que é umbandista, de “ter colocado pó de macumba” nas mesas.

Balança

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 1,102 bilhão na segunda semana de outubro, segundo boletim preliminar divulgado pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério da Economia.

O valor é resultado de exportações somando US$ 6,183 bilhões e importações de US$ 5,081 bilhões. No mês, as exportações atingem US$ 7,899 bilhões e as importações, US$ 5,971 bi, com saldo positivo de US$ 1,929 bilhão.

Inovação

Dois projetos do Nidus - Laboratório de Inovação do governo de Santa Catarina foram selecionados para ser apresentados na Semana de Inovação 2021, maior evento sobre o tema da América Latina. O evento é realizado pelo governo federal, por meio da Escola Nacional de Administração Pública-Enap, Tribunal de Contas da União, Ministério da Economia e a Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), para fomentar e disseminar a cultura da inovação entre os agentes públicos, para a transformação das organizações.

BR-101

Uma proposta apresentada pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) mostra que a extensão da concessão do trecho norte da BR-101 em 4,5 anos permitiria fazer as obras emergenciais no trecho entre Joinville, Navegantes e Itajaí, sem elevar a tarifa de pedágio. Para realizar as obras emergenciais desse trecho, Aguiar também apresentou outras duas possibilidades: o aumento da tarifa de pedágio em R$ 0,61 ou a combinação do aumento do prazo de concessão e da tarifa.

Telemedicina

Médicos disponíveis 24 horas de forma remota fazem parte da solução desenvolvida pelo Sesi, entidade da Fiesc, para assegurar a atenção primária à saúde do trabalhador da indústria. Conhecido como telemedicina, esse modelo garante um rápido atendimento ao paciente. A indústria pode adquirir serviços de teletriagem e teleconsulta. Enfermeiros, psicólogos e nutricionistas completam a equipe de atendimento.