Empresários do setor de Bares, Restaurantes e Lanchonetes de Jaraguá do Sul, em conjunto com os músicos e organizadores de eventos, encaminharam uma carta aberta à prefeitura de Jaraguá do Sul com reivindicações para maior liberdade ao setor.

"Os impactos econômicos no setor da alimentação fora do lar devido a quarentena do Coronavírus em Santa Catarina e Jaraguá do Sul, atingem uma parcela considerável da população economicamente ativa do município, gerando centenas de empregos diretos. Por se tratar de pequenos negócios, em sua maioria possui a fragilidade de se empreender no Brasil, se levarmos em conta o impacto da pandemia pesquisas já mostram que mais da metade (53%) dos donos de bares e restaurantes diz que suas empresas operam no prejuízo, com faturamento muito abaixo da balança", afirma o texto.

"As pesquisas apontam que quem conseguir sobreviver terá um caminho duro pela frente nos próximos meses e até nos próximos anos. O setor precisa de atenção contínua para assegurar os empregos e ter alguma perspectiva de vida no negócio", prossegue.

A manifestação do setor visa alinhar os passos da retomada com a Prefeitura de Jaraguá do Sul e o Comitê de Enfrentamento da Covid-19, evitando impactos como o visto na segunda, 8 de março.

"Vários estabelecimentos se preparavam para o Dia das Mulheres antes de serem surpreendidos pela restrição de horário, afirma o setor.

"Entendemos que seguindo as regras de distanciamento e os protocolos vigentes, podemos funcionar sem causar riscos potencial de disseminação do Corona Vírus. Citamos o exemplo da indústria que além de não ter parado suas atividades, continuam a manutenção das refeições em seus refeitórios. Não estamos aqui condenando ou querendo o fechamento destas, queremos aqui que seja aplicada a mesma regra, que nos dê a mesma oportunidade de manutenção de emprego e renda para nossas famílias e colaboradores", afirmam os empresários.

Isenção parcial de impostos

"Se não há como trabalhar, não há como pagar impostos".

Este foi o argumento base para, atendendo apelos de comerciantes, pequenos e médios empresários, os vereadores Rodrigo Livramento e Sirley Schappo, ambos do partido NOVO, protocolarem uma indicação para que a Prefeitura de Jaraguá do Sul realize estudos para aplicar isenção parcial de tributos em estabelecimentos prejudicados pelos decretos restritivos, decorrentes da pandemia da Covid-19.

Fecomércio

A Fecomércio SC protocolou na tarde desta quinta-feira (11) pedido para habilitação como terceiro interessado na ação civil pública impetrada pelo Ministério Público do Estado de Santa Catarina e a Defensoria Pública, que pedia o lockdown por 14 dias no Estado.

"Como legítima representante do comércio de bens, serviços e turismo no Estado de Santa Catarina, a Federação e Sindicatos Filiados estão atuando em defesa dos interesses das empresas do setor terciário, que terão suas atividades diretamente impactadas pelas medidas restritivas", argumenta a entidade.

A Fecomércio, assim como outras entidades empresariais catarinenses, defende a continuidade da atividade econômica desde que seguidos os rígidos protocolos de saúde, que garantem a segurança de trabalhadores e clientes em geral.

CNI

Num cenário de retração de 4,1% do PIB e elevado nível de desemprego, medidas que sinalizam ao mercado o esforço do país em controlar os gastos públicos são essenciais para o Brasil atrair investimentos e retomar a trajetória de crescimento econômico.

É nesse contexto que a Confederação Nacional da Indústria (CNI) considera positiva a aprovação da PEC 186/2019 – PEC Emergencial – com foco no reequilíbrio fiscal e no controle do crescimento das despesas obrigatórias da União, estados e municípios, em todos os Poderes.

Queda

O volume de vendas do comércio varejista recuou 0,2% na passagem de dezembro de 2020 para janeiro deste ano.

Essa foi a terceira queda consecutiva do indicador, que já havia caído 6,2% na passagem de novembro para dezembro. O dado é da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O varejo também teve quedas de 0,3% na comparação com janeiro do ano passado e de 2,2% na média móvel trimestral. No acumulado de 12 meses, no entanto, o comércio teve alta de 1%.