Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Foto Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O governo federal pretende fazer quatro grandes privatizações nos próximos três meses, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes.

O plano, que não informa quais as estatais a serem afetadas, foi anunciado em entrevista à CNN neste domingo (5). “Vocês vão saber já, já. Estamos há um ano mapeando isso”, disse.

Segundo o ministro, a pauta de privatizações acabou sendo despriorizada por conta das reformas “A prioridade no início era Previdência, mudança de mix entre regime fiscal e monetário, e mudar trajetória dos salários do funcionalismo, que cresciam muito acima da inflação”, disse o ministro.

Questionado se os Correios estavam incluídos, ele respondeu: “Seguramente, não vou falar quando (será a privatização), mas seguramente”.

Guedes também afirmou que serão reduzidos encargos e subsídios para a indústria brasileira, com contrapartida de crédito garantido até o fim do ano.

Em meio a crise causada pela pandemia do coronavírus Sars-Cov2, Guedes enxerga um cenário econômico positivo para a indústria.

“Vamos para impostos mais baixos, temos juros baixos e câmbio acima de R$ 5, isso empurra Brasil em direção a vantagem comparativa”, afirmou, projetando ainda um boom de crescimento.

“Se conseguirmos exportar mais para a Ásia – não só a China -, o Brasil terá boom de crescimento extraordinário nos próximos anos. E nossa indústria vai resistir melhor do que hoje, porque hoje tem impostos excessivos e o clima de negócios não é próprio”.

Passivos crescem mais

Os passivos da União cresceram mais do que os ativos no ano passado.

O ativo da União – a soma do que o país possui em caixa, créditos a longo prazo, investimentos, imobilizado e intangível, entre outros itens – aumentou 6,2% entre 2018 e 2019, passando de R$ 5,268 trilhões para R$ 5,597 trilhões.

Já o passivo da União, ou seja, o conjunto de obrigações, empréstimos e financiamentos a pagar e provisões, passou de R$ 7,684 trilhões para R$ 8,579 trilhões, aumento de 11,6% entre 2018 e 2019.

Com isso, o patrimônio líquido negativo da União – ou o quanto o passivo superou o ativo – cresceu 23,4% em termos nominais, encerrando 2019 em R$ 2,982 trilhões.

Os dados estão no Relatório Contábil do Tesouro Nacional, uma publicação anual, divulgada nesta segunda-feira (6), em Brasília.

Em 2019, os fluxos de caixa líquidos das atividades de financiamento apresentaram um superávit de R$ 268,9 bilhões. Isso significa que a União captou mais novos financiamentos do que amortizou os antigos, aumentando sua dívida.

O Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) antecipou a liquidação de R$ 100 bilhões em empréstimos, e o país desinvestiu mais do que investiu no ano passado.

Webinar

A Associação Empresarial de Jaraguá do Sul (Acijs) e o Sebrae de Santa Catarina realizam nesta terça-feira (7), webinar que vai tratar da inovação como recurso estratégico para a competitividade das empresas no cenário atual de enfrentamento da Covid-19.

A transmissão ocorrerá às 19h30, nos canais da Acijs no Youtube e Facebook.

R$ 5 bilhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) alcançou na última sexta-feira (3) na linha de empréstimo para capital de giro o total de R$5 bilhões para micro, pequenas e médias empresas.

O valor estava previsto no plano inicial de enfrentamento ao novo coronavírus, apresentado pelo banco de fomento em março, no início da pandemia de Covid-19.

Segundo o BNDES, já foram aprovadas 16.318 operações com 15.094 empresas, que empregam 372.800 pessoas, com valor médio de R$ 318 mil por operação. Como a pandemia ainda não acabou, o programa vai ser ampliado até o fim do ano, com a disponibilização de mais R$5 bilhões.

Estimativa PIB

A previsão do mercado financeiro para a queda da economia brasileira este ano foi ajustada de 6,54% para 6,50%.

A estimativa de recuo do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – está no boletim Focus, publicação divulgada todas as semanas pelo Banco Central (BC), com a projeção para os principais indicadores econômicos.

 

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