Santa Catarina registrou o terceiro maior saldo do ano de vagas formais de emprego na economia, com 10.223 mil carteiras assinadas em agosto. Os dados foram divulgados na quinta-feira (29), pelo Ministério do Trabalho e Previdência. No mês, a indústria catarinense gerou 3.087 novos postos de trabalho.

Em Jaraguá do Sul, foram 117 novos postos de trabalho, apesar de um saldo negativo de 57 postos no comércio. Ao todo, foram 3.103 admissões e 2.986 desligamentos no mês. Os melhores resultados do município foram registrados pelo setor de serviços (139 postos) e a construção civil (18 postos).

Do total de vagas no Estado, 1.086 foram criados pela construção civil. Na sequência, entre os segmentos que mais abriram vagas estão: alimentos e bebidas (990 vagas), têxtil e confecções (746 vagas), TIC-serviços (372 vagas), automotivo (281 vagas) e papel e celulose (252 vagas). Os dados foram analisados pelo Observatório Fiesc.

“Os resultados positivos da atividade econômica catarinense dos últimos meses confirmam o bom momento do mercado de trabalho. A indústria é um dos principais motores do Estado e essa força contribui para impulsionar o desenvolvimento e a geração de emprego catarinense”, ressaltou o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar.

“A cadeia produtiva de bens de capital se beneficia dessa dinâmica econômica de final de ano. No setor alimentício, podemos destacar a geração de empregos na atividade de fabricação de sorvetes e outros gelados comestíveis, que registrou variação relativa de 7,6% no estoque de empregos formais”, detalhou o economista do Observatório Fiesc, Vicente Heinen.

Desemprego cai...

O desemprego no Brasil caiu para 8,9% com a queda de 0,9 ponto percentual registrada no trimestre encerrado em agosto, em comparação com o período anterior, terminado em maio.

O percentual é ainda o menor patamar desde o trimestre encerrado em julho de 2015, quando atingiu 8,7%. O contingente de pessoas ocupadas ficou em 99 milhões, batendo novamente o recorde na série histórica, iniciada em 2012. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

...E renda sobe

Após dois anos sem crescimento, pelo segundo mês seguido, o rendimento real habitual registrou alta. Em agosto, o salário médio do trabalhador brasileiro alcançou R$ 2.713. O valor representa um avanço de 3,1% em relação ao trimestre anterior, apesar de mostrar estabilidade na comparação anual.

“Esse crescimento está associado, principalmente, à retração da inflação. Mas a expansão da ocupação com carteira assinada e de empregadores também são fatores que colaboram”, completou a coordenadora.

Superávit

Economia de recursos para pagar os juros da dívida pública, o superávit primário poderá fechar o ano acima da previsão oficial de R$ 13,5 bilhões, disse na quinta-feira (29) o secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle. Em entrevista para explicar o resultado das contas públicas em agosto, ele disse que vários fatores ajudarão as contas públicas neste ano.

Incerteza

O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) caiu 4,9 pontos em setembro, para 111,7 pontos, menor nível desde novembro de 2019, de 105,1 pontos. Os dados foram divulgados sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Reconhecimento

Pela terceira vez seguida, a Rudolph, de Timbó, foi consagrada com o prêmio Magneto de Ouro, entregue pela Bosch aos seus melhores fornecedores, baseada na performance de 2021. Prestes a completar 50 anos de história, a empresa fornece soluções em sistemas mecânicos complexos, com destaque para o setor automotivo. A distinção foi entregue em São Paulo, durante encontro de fornecedores da multinacional, que homenageou 16 parceiros nas categorias Produtos e Serviços e Peças e Componentes, e apresentou o tema “Moldando o Futuro Juntos”.

Energia

O Ministério de Minas e Energia (MME) abriu uma consulta pública que pretende dar aos consumidores de energia elétrica a possibilidade de escolher qual empresa será sua fornecedora, de forma a ampliar a competição nesse segmento.

A consulta pública, prevista na Portaria 690/22 publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (30), debaterá a possibilidade de o consumidor residencial escolher o seu fornecedor livremente a partir de 2028. Para os consumidores comercial e industrial, a possibilidade de escolha valeria a partir de 2026.