As federações empresariais, as centrais sindicais e federações de trabalhadores de Santa Catarina chegaram a um consenso para atualizar o mínimo regional para 2021, com ajuste médio de 5,45%, em linha com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Os pisos acordados para as quatro faixas foram de R$ 1.281,00, R$ 1.329,00, R$ 1.404,00 e R$ 1.467,00.

Os novos valores foram acordados durante reunião na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), nesta quarta-feira (20), em Florianópolis. A assinatura formal da negociação será feita nesta quinta-feira (21).

O presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, destacou a relação harmoniosa entre os representantes dos trabalhadores e do setor produtivo.

“Pelo décimo primeiro ano consecutivo realizamos a negociação e com muito diálogo construímos um acordo e chegamos a um resultado de consenso, apesar do momento desafiador”, afirmou.

“Dos cinco estados que têm o piso regional regulamentado, apenas em Santa Catarina as legítimas partes, efetivamente, negociam o estabelecimento dos valores. Então, em que pese os desafios e a insegurança que a pandemia trouxe para a economia, a exemplo de anos anteriores, conseguimos chegar a um consenso”, disse o presidente da Câmara de Relações Trabalhistas da Fiesc, Durval Marcatto Júnior.

“A dificuldade que nós tivemos na negociação deste ano foi o INPC, que fechou o mês de dezembro de 2020 em alta. O acumulado de janeiro a dezembro de 2020 ficou em 5,45%”, disse o representante dos trabalhadores, Ivo Castanheira, diretor da Federação dos Trabalhadores no Comércio (Fecesc).

Medicina preventiva

O presidente da Federação das Indústrias (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, reforçou a defesa da necessidade de Santa Catarina avançar na difusão de tratamento preventivo para fortalecer o sistema imunológico das pessoas, enquanto a vacinação para a Covid-19 não atingir parcela relevante da população.

A posição foi dada em reunião virtual na última semana.

“Temos que ter uma política e uma orientação estadual para que a população tenha acesso, por exemplo, a vitaminas dentro de um protocolo adequado, pois ainda vai levar um bom tempo até que tenhamos disponibilidade de vacina para toda a população”, disse Aguiar, que participou da reunião semanal do grupo econômico entre integrantes do governo do estado e entidades empresariais, sob o comando do secretário da Fazenda, Paulo Eli.

Ibovespa na contramão

Enquanto mundialmente as bolsas de valores operaram em alta nesta quarta-feira, ante à posse do Democrata Joe Biden como presidente dos EUA, o Ibovespa seguiu em baixa, com queda de 0,82% nesta quarta-feira (20), encerrando o pregão em 119.646,40 pontos.

Segundo o site Infomoney, a queda da bolsa brasileira se deve primariamente às preocupações sobre o insumo para a fabricação de vacinas e o risco fiscal ofuscando o otimismo externo, questões essas que seguirão no radar.

O cenário é complementado com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve os juros em 2% ao ano - decisão esperada pelo mercado - com retirada da sinalização de que não retiraria o grau de estímulo monetário desde que determinadas condições fossem satisfeitas.

Covax

Os Estados Unidos (EUA), sob o governo do presidente Joe Biden, pretendem se juntar à iniciativa Covax que busca entregar vacinas contra covid-19 a países pobres, disse o principal conselheiro médico de Biden, Anthony Fauci, à Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (21).

Fauci é imunologista e chefe do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. dos EUA.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, saudou o anúncio feito ao conselho executivo da entidade: "Esse é um bom dia para a OMS e um bom dia para a saúde global".

Falando de Washington por videoconferência, um dia depois da posse de Biden, Fauci afirmou que "o presidente Biden vai divulgar hoje uma diretriz que incluirá a intenção dos Estados Unidos de se juntar à Covax e apoiar o ACT-acelerador, a fim de avançar nos esforços multilaterais para a distribuição de vacinas, terapias e diagnósticos para a Covid-19, além de acesso equitativo, pesquisa e desenvolvimento".