Segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, a proposta de reforma da Previdência do governo projeta uma economia de pelo menos um R$ 1 trilhão, em um período de 10 anos.

A afirmação foi feita em entrevista coletiva ao lado do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Os dois se reuniram no gabinete de Guedes para tratar da tramitação da reforma e Maia chegou a dizer que o tema poderá ser votado pelos deputados até maio.

"A ideia é que ela [a reforma] chegue pelo menos a R$ 1 trilhão [de economia de gastos]. Simulamos com 15 anos, com 20, com 10. O valor de R$ 1 trilhão é para 10 anos, mas há simulações em que é R$ 1 trilhão em 15 anos também, de valor presente. Isso é o que está sendo calibrado", afirmou o ministro.

Ele voltou a criticar o atual sistema previdenciário que, segundo ele, aprofunda desigualdades sociais e contribui para o desemprego.

Segundo o ministro, são 96 milhões de brasileiros economicamente ativos, e 46 milhões não contribuem, e vão envelhecer, quebrando a Previdência.

"Nosso desafio é não só salvar a Previdência antiga, como impedir que ela seja um mecanismo perverso de transferência de renda, como ao mesmo tempo livrar as futuras gerações da armadilha em que essas gerações passadas, as nossas, caíram, que foi produzir um sistema que piora a desigualdade e destrói empregos em massa. São dezenas de milhões de empregos destruídos, por financiamento equivocado, uma série de defeitos que ela tem", acrescentou.

O ministro negligencia informar que o "perverso mecanismo de transferência de renda" parece operar em sentido contrário ao da maioria dos mecanismos de transferências de renda: apenas 3% dos recursos do INSS vão para o quintil de menor renda - e 43%, para o quintil de maior renda.

Esta situação deve se agravar com as mudanças propostas, reduzindo benefícios para a população de menor renda, como o abono salarial aos trabalhadores que recebem um salário mínimo por mês.

Atualmente, o abono é pago a todos que recebem até dois salários mínimos. O benefício é equivalente a um salário mínimo e seu custo está estimado em R$ 19,2 bilhões no Orçamento de 2019.

Palestra gratuita

Os impactos do E-Social na rotina empresarial serão tema de uma palestra promovida pela Associação Empresarial de Guaramirim (Aciag), na próxima terça-feira (12).

O evento, é destinado aos empresários, contadores e profissionais da área de Recursos Humanos, que durante o encontro, poderão tirar suas dúvidas sobre prazos, multas, notificações, mudanças no FGTS e compartilhar suas experiências com o uso do sistema.

A palestra será mediada pela especialista em auditoria trabalhista e previdenciária, Camila Lidiane Sagave.

O encontro será no auditório da Aciag, na rua 28 de Agosto, 890, no Centro de Guaramirim e as inscrições são gratuitas.

Para participar, é preciso confirmar a presença através do telefone (47) 3373 – 7510 ou pelo e-mail convenios@aciag.com.br.

TV paga

As operadoras de TV paga perderam no ano passado 549 mil assinantes. O serviço fechou 2018 com 17,5 milhões de contratos ativos, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A redução de mais de 500 mil pessoas representou uma queda de 3% na base de usuários. Em 2017, a redução do total de assinantes havia sido maior, de 3,6% (com finalização de 677 mil contratos).

Emprego formal

Dados da fiscalização do combate ao trabalho análogo ao de escravo em 2018, computados pela Inspeção do Trabalho, demonstram que 45% dos 1.113 trabalhadores maiores de 18 anos resgatados pelas equipes de fiscalização nunca possuíram um emprego formal antes da data do resgate, 57% deles tiveram nenhuma ou apenas uma admissão no mercado de trabalho formal e 72% obtiveram, no máximo, três admissões registradas no histórico laboral.

As informações, que têm como base dados do seguro-desemprego do trabalhador resgatado e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), revelam também que 87% dos trabalhadores resgatados eram homens e 13%, mulheres; 22% deles tinham apenas até o 5º ano do ensino fundamental; 18% possuíam ensino fundamental completo e 11% eram analfabetos.

Quanto à origem, 48% residiam no Nordeste, 28% do Sudeste, 13% do Norte, 10% do Centro-Oeste e 1% da região Sul.

 

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