O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), Mario Cezar de Aguiar, debateu com secretários de Estado avanços no Programa Travessia e nos projetos para a infraestrutura de transportes e na área de educação.

A reunião foi realizada nesta quarta-feira, dia 17, na Fiesc, em Florianópolis, e contou com a presença do secretário-adjunto da Casa Civil, Juliano Chiodelli, que representou o governador Carlos Moisés, dos secretários da Fazenda, Paulo Eli, da Infraestrutura e Mobilidade, Thiago Vieira, de Desenvolvimento Econômico, Luciano Buligon, da Agricultura e Pesca, Altair Silva, de Assuntos Internacionais, Daniella Abreu, do presidente do IMA, Daniel Vinicius Netto, além de Sérgio Laguna Pereira, da Procuradoria-Geral do Estado.

“Santa Catarina tem uma indústria muito diversificada e bem distribuída no estado, que responde por 26,7% do PIB e 34% dos empregos formais. Quando olhamos esse PIB e essa participação na geração de empregos, considerando toda a cadeia que está envolvida em torno da indústria, sentimos a importância deste setor para a economia catarinense. Por isso que uma das nossas diretrizes para os próximos anos é fazer com que o estado seja cada vez mais industrializado. Municípios e estados que têm indústria forte são desenvolvidos”, afirmou Aguiar.

O secretário de infraestrutura disse que o programa Travessia, mantido pela entidade, está em linha com o que a pasta tem buscado, que é um olhar mais de longo prazo.

“Estamos muito de acordo com o que os senhores têm pensado aqui e planejado. Precisamos ter uma carteira estruturada de projetos de Santa Catarina para o investidor”, afirmou.

Inflação

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), usado no reajuste dos contratos de aluguel, registrou inflação de 2,29% na segunda prévia de fevereiro deste ano.

A taxa é inferior à observada na segunda prévia de janeiro (2,37%). Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o IGP-M acumula taxa de inflação de 28,64% em 12 meses.

Setor de limpeza

De acordo com estimativas da ABIPLA – Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Higiene, Limpeza e Saneantes de Uso Doméstico e de Uso Profissional, a produção das indústrias de produtos de limpeza pode crescer próximo de 3% em 2021.

“Ainda existe uma boa demanda por produtos de limpeza, até por conta da pandemia, mas temos que avaliar qual será o real impacto do fim do Auxílio Emergencial nos números do setor. De qualquer forma, acompanhar de perto o crescimento do PIB brasileiro, em um ano de recuperação econômica é um bom desempenho”, diz Paulo Engler, diretor-executivo da entidade.

Vacinação

O governador Carlos Moisés participou do debate em torno da vacinação contra a Covid-19, que reuniu chefes de Estado integrantes do Fórum de Governadores e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello.

O encontro foi via webconferência, na tarde desta quarta-feira, 17. Se o cronograma do Ministério da Saúde, apresentado na reunião, correr dentro do previsto, até junho deste ano, cerca de 40% da população catarinense poderá estar vacinada.

Aos governadores, o ministro afirmou que a previsão é vacinar 100% da população brasileira que está nos grupos prioritários do Plano Nacional de Imunização(PNI) até o mês de junho de 2021.

Protecionismo

O Brasil pode deixar de exportar US$ 856,8 milhões por ano em função de 27 medidas de defesa comercial aplicadas ou cujas investigações foram iniciadas por 12 países em 2020.

Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que essas medidas podem afetar 233 produtos brasileiros, sobretudo do setor de siderurgia.

Ao todo, 15 medidas aplicadas ou com investigações iniciadas, ou 59% do total, foram salvaguardas iniciadas, com impacto potencial de US$ 75,8 milhões sobre as exportações brasileiras.

Outras nove medidas, ou 33% do total, foram medidas ou investigações antidumping, com impacto de US$ 662,3 milhões sobre as exportações brasileiras.