Passados sete meses, o quadro global de pandemia parece ainda distante de se encerrar - e a presença contínua do espectro do coronavírus demonstra com força cada vez maior a necessidade de um novo paradigma socioeconômico para o futuro próximo.

Vários países que estavam aliviando ou dando fim às suas medidas de restrição social têm retomado o isolamento de forma parcial para desacelerar uma nova onda da doença, que já tirou mais de um milhão de vidas no globo.

O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, impôs nesta terça-feira (13) novas restrições a reuniões, restaurantes, esportes e atividades escolares numa tentativa de desacelerar o crescente aumento nas infecções pelo novo coronavírus.

O decreto do governo, publicado após vários dias com versões do texto e especulações de ministros sobre as medidas a serem adotadas, entrará em vigor em 24 horas e terá duração de 30 dias.

Segundo o analista econômico Layon Dalcanali, da filial Warren em Jaraguá do Sul, é preciso considerar as particularidades de cada país, que coloca o Brasil e os EUA em uma situação de maior impacto, com mais de 2% da população infectada, embora o pico de infecções tenha já passado na estimativa do analista, com o total de infectados se mantendo neste nível.

Este quadro não deve afetar fortemente a economia nacional, que deve ver uma abertura da economia maior com o verão.

O problema maior, diz Dalcanali, é a questão da dívida pública, que o país não soube administrar durante a pandemia.

Outro fator que deve afetar a economia nacional no curto prazo são as eleições nos EUA, devido ao alinhamento forte do presidente Jair Bolsonaro com o atual presidente americano Donald Trump, uma vez que este alinhamento pode impactar a economia caso haja uma mudança de poder nos EUA.

Combustíveis fósseis

O secretário-geral das Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu aos bancos de desenvolvimento que interrompam o apoio a projetos de combustíveis fósseis, aumentando a pressão sobre os credores públicos antes de uma cúpula sobre mudança climática que a França realizará no mês que vem.

Os ativistas ambientais há anos exigem que os bancos comerciais listados na Europa, nos Estados Unidos e na Ásia parem de financiar novas usinas elétricas a carvão, exploração de petróleo ou infraestrutura de gás natural.

Mas os bancos de desenvolvimento do mundo, cujo apoio é muitas vezes crucial para determinar se tais projetos são viáveis, também estão enfrentando apelos para acabar com o financiamento à indústria de combustíveis fósseis.

Economia prisional

A Secretaria de Estado da Administração Prisional e Socioeducativa (SAP) projeta uma economia de aproximadamente R$ 104 milhões nos próximos 12 meses, com uma nova política de revisão, renegociação de contratos e novas licitações realizadas por meio de pregão eletrônico.

O uso da tecnologia, neste caso, permite que mais empresas participem da disputa, o que acaba resultando na aquisição de produtos, contratação de serviços com menor preço e qualidade, pois aumenta a competitividade entre as empresas.

Crédito facilitado

Indústrias de micro e pequeno portes de Santa Catarina têm à disposição de R$ 20 mil a R$ 50 mil em crédito para capital de giro, sem a necessidade de apresentar garantia real, graças a um convênio firmado entre a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), que abriu uma linha com R$ 50 milhões para atender esse grupo de empresas.

Outro diferencial interessante a ser destacado é que o prazo total da operação vai até 48 meses, sendo que dentro destes 48 meses é possível ter 18 meses de carência, destaca o superintendente do BRDE em Santa Catarina, Nelson Ronnie.

 

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