Na mesma semana em que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou o impacto da greve dos caminhoneiros sobre a produção industrial brasileira, o secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Abrão Neto, afirma que o impacto da paralisação sobre as exportações brasileiras já foi revertido.

Os dois dados, embora não sejam patentemente falsos, demonstram um descompasso entre o discurso do governo e os órgãos estatais de estatística - e um otimismo exagerado do governo federal.

De acordo com o secretário, antes da greve, as exportações estavam na casa de US$ 1 bilhão por semana. Elas caíram para US$ 699 milhões na terceira semana de maio e para US$ 642 milhões na última semana de maio.

Em junho, somaram US$ 738 milhões na primeira semana do mês e US$ 812 milhões nos sete dias seguintes. Somente na terceira semana de junho, as vendas externas atingiram US$ 1,115 bilhão, voltando a superar a barreira de US$ 1 bilhão.

No entanto, isso não significa que o prejuízo foi recuperado. Embora os números da exportação tenham voltado aos níveis de abril, essa recuperação está longe de ser uma 'reversão' do impacto: ainda há uma perda de mais de US$ 1 bilhão nas exportações, que ainda será sentido nas finanças das empresas e do país.

A produção industrial brasileira caiu 10,9% em maio deste ano, na comparação com abril. Foi a maior queda do indicador desde dezembro de 2008, com recuo de 11,2%.

Segundo o IBGE, a queda foi motivada principalmente pela paralisação dos caminhoneiros no final de maio, que afetou o processo de produção em várias unidades industriais do país. Os cálculos do impacto total da paralisação ainda não foram terminados.

Na comparação com maio do ano passado, o recuo chegou a 6,6%, o mais intenso desde outubro de 2016, que foi de 7,3%, interrompendo 12 meses consecutivos de altas.

Apesar disso, a indústria brasileira ainda acumula altas de 2% no ano e de 3% em 12 meses. Os 10 dias de paralisação retomaram o temor de recessão do país e ameaçaram o já lento processo de recuperação da economia.

Grupo Lunelli prepara nova fábrica

O Grupo Lunelli, que possui 16 fábricas em Santa Catarina, São Paulo e no Ceará, está preparando a abertura de uma nova unidade em Luiz Alves, no Vale do Itajaí.

Ela ocupará 1.590 metros quadrados da planta que ficou ociosa após o encerramento das operações de produção de outra importante marca de roupas na cidade.

A nova fábrica abrigará um setor de costura de camisas da grife masculina Hangar 33, que pertence ao Grupo Lunelli.

Petrobras anuncia novo aumento

A Petrobras anunciou nesta quarta-feira (4) um reajuste de 0,9% no preço da gasolina em suas refinarias. De acordo com a estatal, o litro do combustível passará a custar R$ 2,0033 a partir desta quinta-feira (5).

No mês, a gasolina acumula alta de 2,8%, já que, no final de junho, combustível era negociado a R$ 1,9486 - e isso que ainda estamos na primeira semana do mês.

R$ 103 bilhões para safra

O Banco do Brasil vai destinar R$ 103 bilhões para o financiamento da safra agrícola 2018/2019. O valor é 21% maior do que o total desembolsado na safra 2017/2018, cerca de R$ 85 bilhões.

Para a safra que se inicia neste mês, os juros também serão menores do que os praticados até este momento.

Para a agricultura familiar, a taxa vai variar de 2,5% a 4,6% ao ano e, para os empréstimos do agronegócio, será de 6% a 7,5%.

Dólar pode chegar a R$ 5,50

Em um recente estudo de previsão de mercados, o Bank of America Merril Lynch postulou um cenário pior do que o imaginado em todas as previsões anteriores: no pior cenário previsto no estudo, o dólar poderia fechar 2019 acima dos R$ 5,50, caso seja mantido o clima de incertezas quanto a capacidade de governança do país.

Commodities sobem 3,13%

Os preços das commodities, produtos primários com cotação internacional, subiram em junho. O Índice de Commodities Brasil (IC-Br), calculado mensalmente pelo Banco Central (BC), registrou alta de 3,13%, na comparação com maio.

Em 12 meses encerrados em junho, o índice registrou crescimento de 23,9% e, no primeiro semestre, houve alta de 16,67%.

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